Celulite

Subcisão glútea: como tratar fibrose e depressões no glúteo

A subcisão glútea é o procedimento que libera as traves de fibrose que puxam a pele do glúteo para baixo e formam depressões, ondulações e "buracos". Com uma agulha ou cânula fina, o médico corta essas traves por baixo da pele, e a depressão se solta no mesmo momento. É o tratamento com resposta mais direta para depressões fixas no bumbum, sejam elas de celulite avançada, de fibrose depois de uma lipoaspiração ou de reação a injetáveis.

Se você tem uma ou mais marcas afundadas no glúteo que não mudam com treino, emagrecimento ou creme, este artigo explica o que está por trás delas, como a subcisão funciona, o que esperar nas semanas seguintes e quando ela não é a melhor escolha.

O que causa depressões e fibrose no glúteo?

Por baixo da pele existem faixas de tecido conjuntivo, os septos, que ligam a pele às camadas mais profundas. Quando um septo encurta ou endurece, ele age como um fio que prende a pele: a gordura ao redor fica em relevo e o ponto preso vira uma depressão. As causas mais comuns no glúteo são:

  • Celulite avançada (grau 3): depressões profundas e fixas, visíveis em pé e às vezes deitada, com septos espessos. Entenda a classificação em celulite: o que é, graus e tratamentos.
  • Fibrose depois de lipoaspiração: a cicatrização interna irregular cria áreas endurecidas e retrações, principalmente quando a drenagem e a compressão pós-operatórias não foram bem conduzidas.
  • Reação a injetáveis no glúteo: nódulos e retrações ao redor de substâncias aplicadas no passado.
  • Trauma ou injeções intramusculares repetidas: cicatrizes profundas que puxam a pele.
  • Perda de volume: quando o glúteo perde gordura e sustentação, depressões que antes ficavam disfarçadas passam a aparecer. Veja glúteo caído: causas e tratamentos sem prótese.

Genética, hormônios, circulação e hábitos alimentares e de estilo de vida influenciam a espessura desses septos e a qualidade da pele ao redor. Por isso a avaliação olha o tecido inteiro, e não só o ponto afundado.

Como saber se a subcisão é o tratamento certo?

Um teste simples ajuda: em pé, com a musculatura relaxada, o médico afasta a pele ao redor da depressão. Se ela persiste ou até se aprofunda, existe uma trave fixa e a subcisão tende a funcionar. Se a marca some ao esticar a pele, o problema é mais de flacidez ou de perda de volume, e o caminho passa por bioestimulador, radiofrequência ou reposição de volume. Se a área toda é irregular e endurecida ao toque, estamos diante de fibrose difusa, que pode precisar de terapias de descompressão e ultrassom antes ou junto da subcisão.

Na consulta, mapeamos cada depressão com a paciente em pé, marcamos os pontos e definimos o que é trave, o que é flacidez e o que é falta de volume. O ultrassom Doppler avalia a circulação da região e a profundidade das traves, o que orienta a técnica.

Como é feita a subcisão glútea?

  1. Marcação: as depressões são marcadas em pé, porque deitada a gravidade muda o relevo.
  2. Anestesia local: a área recebe anestésico infiltrado, o que também afasta a pele das camadas profundas e facilita o corte das traves.
  3. Liberação das traves: com agulha ou cânula de subcisão, o médico secciona os septos por baixo da pele em movimentos controlados. A depressão se solta imediatamente, e isso é visível ainda durante o procedimento.
  4. Refinamento: quando a pele ao redor é fina ou há perda de volume, associamos bioestimulador de colágeno ou nanofat no mesmo dia para preencher o espaço liberado e estimular colágeno novo. Veja subcisão com bioestimulador.
  5. Compressão: uma malha ou bermuda compressiva por alguns dias ajuda a controlar o roxo e a acomodar o tecido.

O procedimento é feito em consultório, dura menos de uma hora na maioria dos casos e não exige repouso: você volta às atividades leves no dia seguinte. A região fica roxa e sensível por uma a três semanas.

O resultado é imediato?

A correção da depressão é imediata: ao liberar a trave, a pele deixa de ser puxada e o relevo se nivela na hora. O que evolui nas semanas seguintes é o refinamento: o roxo desaparece, o edema baixa e o colágeno novo estimulado pelo bioestimulador melhora a textura e a firmeza da pele ao redor. Depressões muito largas ou com fibrose espessa podem precisar de uma segunda sessão para completar a liberação.

Subcisão para fibrose depois de lipoaspiração

A fibrose pós-lipo no glúteo e na região lateral das coxas é uma das queixas mais frequentes em quem operou e ficou com retrações. Aqui a estratégia costuma ser combinada: primeiro, terapias que amolecem o tecido, como drenagem, ultrassom e o Deep Slim, que tem ação antifibrótica; depois, subcisão das traves que permanecem fixas; e, por fim, bioestimulador ou nanofat para regularizar o contorno. Tratar a fibrose cedo, nos primeiros meses após a cirurgia, dá resultados melhores do que esperar anos.

Riscos e cuidados

  • Roxos e sensibilidade: esperados, somem em até três semanas.
  • Nódulo ou endurecimento temporário no ponto tratado, que amolece com massagem e tempo.
  • Depressão que reaparece: acontece quando a trave é liberada de forma incompleta ou quando a pele muito flácida volta a ceder; por isso a associação com bioestimulador e o acompanhamento.
  • Infecção: rara, prevenida com técnica estéril e cuidados simples no pós.
  • Pele frouxa ou perda de volume importante: a subcisão sozinha não resolve, e o plano precisa incluir sustentação e volume.

Evitamos o procedimento em pele com infecção ativa, em uso de anticoagulante sem ajuste e em cicatrizes ainda em fase inflamatória.

Como tratamos as depressões do glúteo na Clínica VHG, em Fortaleza

Começamos pelo diagnóstico integrado do Modelo VHG™, que avalia os quatro domínios da região: circulação, gordura, pele e função. Mapeamos cada depressão em pé, confirmamos com o teste de tração e usamos o ultrassom Doppler para ver a profundidade das traves e a circulação local. A partir daí montamos o plano de cuidado: subcisão para as traves fixas, bioestimulador de colágeno ou nanofat para a pele e o volume, Morpheus 8 para textura e, quando há fibrose difusa, terapias de descompressão antes. O atendimento é no RioMar Trade Center, no Papicu. Conheça também o tratamento de celulite em Fortaleza e o remodelamento de glúteos sem prótese.

O que você pode fazer hoje

  • Fotografe as depressões em pé, com luz lateral, para acompanhar a evolução e mostrar na consulta.
  • Faça o teste de esticar a pele ao redor da marca: se ela persiste, é provável que exista uma trave fixa.
  • Se operou recentemente e sente áreas endurecidas, não espere: fibrose tratada cedo responde melhor.
  • Leve fotos e relatórios de procedimentos anteriores no glúteo, incluindo injetáveis, para a avaliação.

Perguntas frequentes

O que é subcisão glútea?

É um procedimento em consultório que corta, por baixo da pele, as traves de fibrose que puxam o glúteo e formam depressões. A depressão se solta no momento em que a trave é liberada.

A subcisão no glúteo dói?

É feita com anestesia local, então o desconforto durante o procedimento é pequeno. Nos dias seguintes a região fica dolorida e roxa, como uma pancada, e melhora em uma a três semanas.

Subcisão resolve fibrose depois de lipo?

Resolve as traves fixas que causam retração. Na fibrose difusa, combinamos terapias que amolecem o tecido, como ultrassom e Deep Slim, com a subcisão dos pontos que permanecem presos e bioestimulador para regularizar o contorno.

Quantas sessões de subcisão são necessárias?

Na maioria dos casos uma sessão trata as principais depressões. Marcas muito largas ou com fibrose espessa podem precisar de uma segunda sessão para completar a liberação.

A depressão pode voltar depois da subcisão?

Pode, quando a liberação foi incompleta ou quando a pele é muito flácida e volta a ceder. Por isso associamos bioestimulador ou nanofat ao procedimento e acompanhamos a evolução.

Referências

  1. Hexsel DM, Mazzuco R. Subcision: a treatment for cellulite. Int J Dermatol. 2000;39(7):539-544.
  2. Hexsel D, Dal'Forno T, Hexsel C. A validated photonumeric cellulite severity scale. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2009;23(5):523-528.
  3. Kaminer MS et al. Multicenter pivotal study of vacuum-assisted precise tissue release for the treatment of cellulite. Dermatol Surg. 2015;41(3):336-347.
  4. Sadick N. Treatment for cellulite. Int J Womens Dermatol. 2019;5(1):68-72.

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Avaliação em Fortaleza com mapeamento das depressões, teste de tração e subcisão realizada por cirurgião vascular.

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