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Celulite em pessoas magras: por que existe e o que fazer

Celulite em pessoas magras existe porque celulite não é excesso de gordura: é uma alteração estrutural da pele e da camada superficial de gordura, formada por septos fibrosos que puxam a pele para baixo, lóbulos que se projetam para cima e uma pele com menos colágeno. Esses três elementos dependem de hormônios, genética, circulação e hábitos alimentares e de estilo de vida, não do número na balança. Por isso mulheres magras, inclusive atletas, têm furinhos na coxa e no glúteo. O que muda em quem é magra é o tipo de tratamento: costuma haver menos gordura e mais trave ou mais flacidez, e a resposta à subcisão com bioestimulador tende a ser boa. Uma ressalva importante: se a celulite da mulher magra dói ao apertar, o quadro pode ser lipedema em grau inicial, e isso muda tudo.

Se você ouve "mas você é magra, que celulite?" e se frustra em frente ao espelho, este artigo explica o que a balança não mostra, o que investigar e o que funciona para o seu perfil.

Por que a celulite não depende do peso

Por baixo da pele, faixas de tecido conjuntivo ligam a derme à fáscia do músculo. Nas mulheres, essas faixas são verticais e delimitam compartimentos de gordura. Quando um septo encurta ou engrossa, ele puxa a pele, e o compartimento ao lado se projeta: nasce o furinho. Isso acontece com pouca ou muita gordura. O que a gordura faz é amplificar o efeito, mas não é a origem dele. Cerca de 85% a 90% das mulheres depois da puberdade têm algum grau de celulite, incluindo as magras, e quase nenhum homem tem, porque a arquitetura dos septos masculinos é cruzada e não puxa a pele da mesma forma.

O que causa celulite em quem é magra

  • Hormônios: o estrogênio altera a produção de colágeno dos septos e a permeabilidade dos vasos. Anticoncepcional, ciclo menstrual, gravidez e menopausa mudam a celulite mesmo com peso estável.
  • Genética: a espessura e a orientação dos septos, a qualidade do colágeno e a distribuição da gordura são herdadas. Se mãe e avó têm celulite, a tendência existe independentemente do peso.
  • Circulação: retorno venoso e linfático lentos deixam o tecido inchado e acentuam cada depressão. Em mulheres magras, vasinhos e pernas cansadas costumam vir junto. Veja celulite e má circulação.
  • Pele fina e flacidez: quem é magra tem menos gordura para esticar a pele por baixo; se a derme é fina, qualquer trave aparece. Depois dos 35, a perda de colágeno acentua isso.
  • Hábitos: sedentarismo, horas sentada, sal em excesso e tabagismo pioram o inchaço e a qualidade do colágeno.

Magra com celulite ou lipedema grau 1?

Esta é a pergunta mais importante deste artigo. O lipedema é uma doença do tecido gorduroso que, no grau 1, pode aparecer em mulheres com peso normal: o tronco é fino, mas quadril, glúteo e coxas têm uma gordura desproporcional, macia e dolorida ao apertar, com roxos que surgem sem pancada e uma pele irregular que se confunde com celulite. Celulite comum não dói e não deixa hematomas. Se a sua "celulite de magra" vem com dor ao toque, sensibilidade, pernas que não afinam com dieta e pés poupados, o passo certo é investigar antes de tratar a superfície. Os sinais estão em lipedema grau 1: sinais iniciais e em lipedema ou celulite: como diferenciar. Se for o seu caso, trata-se de uma doença, e quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o controle.

Que tipo de celulite a mulher magra costuma ter

Dois padrões predominam. O primeiro é a celulite dura, com pele firme, poucas marcas e depressões fixas que não somem ao esticar a pele: são traves isoladas, comuns em quem treina. O segundo é a celulite flácida, em mulheres magras com pele fina, principalmente depois dos 40 ou depois de emagrecer: ondulações amplas que mudam de lugar e pele que se dobra ao apertar. Saber qual é o seu define o tratamento; explicamos os tipos em tipos de celulite: dura, flácida e edematosa.

O que funciona para celulite em magras

  • Subcisão com bioestimulador: para as depressões fixas. Com anestesia local, a trave é cortada por baixo da pele e a melhora da depressão é imediata; o bioestimulador aplicado na mesma sessão refina a pele nas semanas seguintes. Em quem é magra, com poucas traves bem definidas, o resultado costuma ser especialmente nítido. Nunca fazemos a subcisão sozinha. Veja subcisão com bioestimulador para celulite.
  • Bioestimulador de colágeno: para pele fina e flácida. Em 2 a 3 sessões, aumenta espessura e sustentação; o efeito começa em 4 a 8 semanas e amadurece em 3 a 4 meses.
  • Morpheus 8: radiofrequência com microagulhamento para textura irregular e flacidez leve, com ajuste de profundidade para pele fina.
  • Cuidado da circulação: quando o ultrassom Doppler mostra refluxo venoso, tratar as veias reduz o inchaço que acentua a celulite e melhora vasinhos que costumam acompanhar.
  • Treino de força: em mulheres magras, ganhar músculo no glúteo e nas coxas dá sustentação à pele e melhora a circulação. É a base para o resultado durar.

O que não vale o seu tempo

Emagrecer mais não resolve celulite em quem já é magra; costuma piorar, porque tira a gordura que ainda esticava a pele e reduz músculo. Cremes agem na superfície e não chegam ao septo. Drenagem ajuda o inchaço por alguns dias. Aparelhos de sucção podem soltar ainda mais uma pele fina. Nenhum deles é errado como cuidado, mas nenhum trata a estrutura.

Como tratamos a celulite em mulheres magras na Clínica VHG, em Fortaleza

A consulta segue o Modelo VHG™, que avalia os quatro domínios da região: circulação, gordura, pele e função. Examinamos em pé, com luz lateral, fazemos o teste de tração e de pinçamento para classificar o tipo e o grau, palpamos a gordura para checar dor e sensibilidade, usamos bioimpedância quando precisamos entender a composição corporal e realizamos o ultrassom Doppler na mesma consulta, para ver refluxo venoso e afastar lipedema. Você sai com o diagnóstico integrado e o plano de cuidado, com as técnicas certas para pele fina e poucas traves, sem excesso de procedimento. O atendimento é no RioMar Trade Center, no Papicu. Conheça a página de tratamento de celulite em Fortaleza.

O que você pode fazer hoje

  • Aperte a gordura da coxa e do glúteo: se dói, anote e investigue lipedema antes de qualquer tratamento.
  • Fotografe em pé, com luz lateral, e estique a pele ao redor de cada furinho para ver se ele persiste.
  • Priorize treino de força para glúteo e coxas em vez de mais restrição alimentar.
  • Observe se as pernas incham e pesam no fim do dia; é um sinal de que a circulação entra no plano.

Perguntas frequentes

Por que sou magra e tenho celulite?

Porque celulite é uma alteração dos septos fibrosos e do colágeno da pele, não excesso de gordura. Hormônios, genética, circulação e hábitos definem a tendência, e a pele fina de quem é magra deixa qualquer trave mais visível.

O que causa celulite em pessoas magras?

Septos que encurtam e puxam a pele, influência do estrogênio, herança genética da arquitetura do tecido, circulação lenta com inchaço e perda de colágeno com a idade. O peso baixo não protege contra nenhum desses fatores.

Magra com celulite pode ser lipedema?

Pode, no grau 1. O lipedema pode aparecer em mulheres de peso normal, com gordura desproporcional em quadril e pernas, dolorida ao apertar e com roxos fáceis. Celulite comum não dói; se a sua dói, investigue.

Emagrecer mais tira a celulite?

Em quem já é magra, costuma piorar: a gordura que esticava a pele diminui, o músculo cai e as traves ficam mais aparentes. O caminho é treino de força e tratamento da estrutura, não mais restrição.

Qual o melhor tratamento para celulite em magras?

Para depressões fixas, subcisão com bioestimulador, com melhora imediata da depressão. Para pele fina e flácida, bioestimulador seriado e Morpheus 8. Quando há refluxo venoso, a circulação entra no plano.

Celulite em magras tem cura?

As depressões liberadas por subcisão tendem a não voltar. A tendência à celulite, porém, é genética e hormonal e continua ao longo da vida, por isso o plano inclui manutenção, treino e hábitos.

Referências

  1. Rossi ABR, Vergnanini AL. Cellulite: a review. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2000;14(4):251-262.
  2. Bass LS, Kaminer MS. Insights into the pathophysiology of cellulite: a review. Dermatol Surg. 2020;46 Suppl 1:S77-S85.
  3. Nürnberger F, Müller G. So-called cellulite: an invented disease. J Dermatol Surg Oncol. 1978;4(3):221-229.
  4. Hexsel DM, Mazzuco R. Subcision: a treatment for cellulite. Int J Dermatol. 2000;39(7):539-544.

Magra, com celulite que ninguém leva a sério?

Avaliação em Fortaleza com classificação da celulite, palpação para afastar lipedema e ultrassom Doppler, por cirurgião vascular.

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