Quando se fala em tratamento moderno de varizes, o nome que vem à cabeça é laser. Só que existem dois lasers muito diferentes, e a dúvida laser transdérmico ou endolaser aparece toda semana no consultório. Um age de fora para dentro, atravessando a pele, e serve para vasinhos e microvarizes. O outro age por dentro da veia, guiado por ultrassom, e é o tratamento de escolha para a safena e as varizes grossas. Abaixo explico o que cada um faz, com quem combina e como usamos os dois na Clínica VHG, em Fortaleza.
Dois lasers, dois problemas diferentes
A palavra "laser" descreve só a fonte de energia. O que muda tudo é onde essa energia é aplicada. No laser transdérmico, o feixe atravessa a pele e é absorvido pela hemoglobina dentro de um vaso fino, aquecendo e fechando o vasinho de fora. No endolaser, uma fibra óptica é introduzida dentro da veia doente por uma punção e a energia é liberada de dentro para fora, fechando a safena ao longo de todo o trajeto.
Por isso não faz sentido perguntar "qual laser é melhor". A pergunta certa é: qual veia precisa ser tratada? A resposta vem do ultrassom Doppler feito na primeira consulta.
Laser transdérmico: para vasinhos e microvarizes
Há alguns anos, para os vasos mais finos, a escolha era "oito ou oitenta": ou só as aplicações de escleroterapia, ou ir direto para uma cirurgia quando havia veias nutridoras mais aparentes. O laser transdérmico surgiu como um método intermediário para tratar esses pequenos vasos sem agulha e sem corte. Usamos o laser 1064 nm, que penetra o suficiente para atingir vasinhos e microvarizes e é seguro nos tons de pele mais comuns no Nordeste. Explico a técnica em detalhe em laser transdérmico em Fortaleza.
Por que combinar laser e escleroterapia
Com o tempo, entendeu-se que associar o laser transdérmico à escleroterapia, que já existia há muito tempo, potencializa o efeito de um sobre o outro. No mesmo vaso, se fizermos só aplicações ou só laser, temos um resultado. Quando usamos os dois métodos, o resultado é melhor. A escleroterapia irrita a parede da veia por dentro e o laser a aquece por fora; o vaso fecha com mais consistência e reabre menos.
É por isso que, para a maioria dos pacientes da clínica com quadro de microvarizes e vasinhos, associamos os dois métodos, o que chamamos de esclerolaser. Não fazemos só a escleroterapia isolada nem só o laser isolado, salvo em situações específicas. Antes disso, o VeinViewer, um aparelho de infravermelho, mostra as veias nutridoras que alimentam os vasinhos, e elas são tratadas primeiro com escleroterapia.
Endolaser: para a safena e as varizes grossas
Quando falamos das varizes mais grossas, geralmente as que vêm da safena, entra o outro laser. Há pouco mais de dez anos surgiu o tratamento intravascular a laser, o endolaser, criado para substituir a cirurgia convencional. O objetivo era claro: eliminar a necessidade de internação hospitalar, da anestesia raquidiana, aquela aplicada nas costas, e dos cortes na virilha e na perna.
No endolaser, tudo é feito por punções na veia, guiadas por ultrassom. A fibra é posicionada dentro da safena e o médico acompanha na tela, com a certeza de que a veia que quer tratar é de fato a que está sendo tratada. A anestesia é local, tumescente, feita ao redor da veia, e o paciente sai andando no mesmo dia. Por esses motivos o endolaser substituiu a cirurgia e se tornou o padrão-ouro para o tratamento da safena, posição confirmada por diretrizes como a ESVS 2022 e a NICE CG168. Veja como é feito em endolaser em Fortaleza e a comparação com a radiofrequência em endolaser ou radiofrequência.
Comparação rápida
| Laser transdérmico | Endolaser | |
|---|---|---|
| Onde age | De fora, atravessando a pele | Dentro da veia, por uma fibra |
| Para quê | Vasinhos e microvarizes | Safena e varizes grossas |
| Anestesia | Em geral nenhuma; pele resfriada | Local tumescente |
| Guia | Visão direta e VeinViewer | Ultrassom em tempo real |
| Combina com | Escleroterapia (esclerolaser) | Espuma densa e escleroterapia nas tributárias |
| Internação | Não | Não |
Como definimos o laser certo para você
Na Clínica VHG, a avaliação é feita no mesmo dia, pelo próprio médico: exame em pé, ultrassom Doppler venoso para mapear as safenas, as perfurantes e as veias nutridoras, e VeinViewer para os vasos superficiais. Com isso montamos o plano de cuidado em etapas. Quem tem safena doente e vasinhos costuma fazer primeiro o endolaser e depois o esclerolaser, porque tratar a raiz antes da superfície é o que faz o resultado durar. Todos esses métodos estão na clínica e são usados todos os dias.
Pacientes de outras cidades do Ceará podem começar por teleconsulta e organizar as etapas presenciais em Fortaleza. Veja em cirurgião vascular no Ceará.
Quando procurar o cirurgião vascular
Se você tem vasinhos que incomodam, veias saltadas, peso ou cansaço nas pernas no fim do dia, inchaço ou manchas perto do tornozelo, vale a avaliação. Só o exame diz se o seu caso pede laser transdérmico, endolaser, os dois ou nenhum deles. Quem quiser pode adiantar dúvidas enviando uma foto pelo WhatsApp, mas o plano só se define na consulta com o Doppler.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre laser transdérmico e endolaser?
O laser transdérmico age de fora, atravessando a pele, e serve para vasinhos e microvarizes. O endolaser age por dentro da veia, por meio de uma fibra guiada por ultrassom, e é o tratamento de escolha para a safena e as varizes grossas. São dois lasers para dois problemas diferentes.
Laser transdérmico funciona sozinho para vasinhos?
Funciona, mas o resultado costuma ser melhor quando é combinado com a escleroterapia, o que chamamos de esclerolaser. Os dois métodos potencializam um ao outro no mesmo vaso. Por isso, na maioria dos casos de microvarizes e vasinhos, associamos os dois.
Endolaser substitui a cirurgia de varizes?
Na maioria dos casos de safena doente, sim. O endolaser surgiu justamente para eliminar a internação, a anestesia raquidiana e os cortes da cirurgia convencional. É feito por punção, com anestesia local e guiado por ultrassom, e se tornou o padrão-ouro para a safena segundo as diretrizes atuais.
Posso fazer endolaser e laser transdérmico ao mesmo tempo?
Podem fazer parte do mesmo plano, mas em etapas. Em quem tem safena doente e vasinhos, tratamos primeiro a safena com endolaser e, depois, refinamos os vasinhos com esclerolaser. Tratar a raiz antes da superfície é o que faz o resultado durar.
O laser para varizes dói?
No laser transdérmico a sensação é de pequenos estalos de calor, com a pele resfriada, sem anestesia na maioria dos casos. No endolaser, o que se sente é a picada da anestesia local e uma sensação de pressão; o paciente fica acordado e sai andando no mesmo dia.