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Tratamento de vasinhos por sessão funciona? Por que o diagnóstico mudou tudo

Até pouco tempo atrás, o tratamento de vasinhos por sessão era o padrão: a pessoa ia ao consultório, recebia algumas aplicações, às vezes cobradas por área, por número de seringas ou por mililitro de produto, e voltava quando quisesse fazer mais. Muita gente saiu frustrada desse modelo, porque o resultado não durava ou nem chegava. Neste artigo explico o que mudou no diagnóstico e por que hoje tratamos vasinhos de outra forma na Clínica VHG, em Fortaleza.

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Tratamento por sessões ou planejamento completo? O Dr. Victor Hugo explica o que mudou.

Como era o tratamento de vasinhos por sessão

O modelo antigo era simples de entender: você marcava uma sessão, o médico aplicava o esclerosante nos vasinhos que estavam visíveis naquele dia e você saía com a perna marcada. A conta era feita pelo que foi injetado, por área tratada ou pela quantidade de seringas. Se sobrasse vasinho, era só marcar outra sessão.

O problema é que esse modelo olha apenas para a superfície. Ele trata o que o olho vê e ignora a pergunta mais importante: de onde vem o sangue que está enchendo aquele vasinho?

Por que tantas pessoas se frustravam

No consultório, ouço com frequência a mesma história: "já fiz várias aplicações e os vasinhos voltaram" ou "clareou um pouco e apareceram outros do lado". A frustração não é falta de sorte. Ela tem explicação anatômica.

Na maioria das vezes, o que aparece na pele não é o problema inteiro. Os vasinhos e as microvarizes costumam ser a ponta de uma rede que começa em uma veia um pouco mais profunda, com refluxo, que chamamos de veia nutridora. Enquanto essa raiz continua alimentando a rede, secar os galhos da superfície dá um alívio temporário: a pressão continua chegando e os vasinhos reaparecem, muitas vezes com manchas no caminho.

  • Resultado curto. O vasinho some por semanas ou meses e volta, porque a fonte não foi tratada.
  • Vasinhos novos ao redor. A pressão da nutridora procura outro caminho e abre uma rede nova perto da antiga, o chamado matting.
  • Manchas. Aplicações repetidas em cima de uma veia sob pressão aumentam a chance de hiperpigmentação.
  • Expectativa quebrada. A pessoa contou sessões, pagou por elas e não chegou aonde queria.

O que mudou: o diagnóstico do que está por baixo

A grande mudança dos últimos anos não foi um produto novo. Foi o detalhamento do diagnóstico. Hoje sabemos que, antes de aplicar qualquer coisa, precisamos mapear o que existe por baixo daquilo que se vê na superfície.

Quando existe uma raiz para tratar, ela precisa ser tratada primeiro. Só assim o resultado nos vasinhos mais finos e nas veias mais grossas fica positivo e duradouro. Com esse olhar, a eficácia do tratamento aumentou muito, tanto para as telangiectasias mais delicadas quanto para as microvarizes e as veias calibrosas.

É a mesma lógica das diretrizes de doença venosa crônica: tratar o refluxo de onde ele vem, e não apenas o sinal visível. Por isso a escleroterapia moderna começa com mapa, e não com seringa.

Como avaliamos na consulta: Doppler e VeinViewer

Na Clínica VHG, a avaliação é feita na própria consulta, e é ela que define o plano. Fazemos o ultrassom Doppler venoso em pé, para procurar refluxo nas safenas, nas perfurantes e nas veias tributárias que alimentam a rede. Para os vasos que o Doppler não enxerga bem, usamos o VeinViewer, um aparelho de infravermelho que mostra veias de até 10 mm abaixo da pele e revela as nutridoras dos vasinhos, que muitas vezes o olho não vê.

Com esses dois exames, saímos da consulta com um mapa: quais veias têm refluxo, quais são as raízes de cada grupo de vasinhos e qual técnica serve para cada calibre. O diagnóstico e o plano são apresentados no mesmo dia.

Como funciona o tratamento na Clínica VHG

Em vez de sessões avulsas, trabalhamos com um planejamento completo, organizado em encontros que seguem uma ordem lógica: primeiro as fontes de pressão, depois os galhos. As técnicas que usamos são escolhidas por calibre e por caso:

  • Endolaser para safenas e vasos grossos com refluxo, com anestesia local tumescente e sem internação.
  • Espuma densa, guiada por ultrassom, para veias calibrosas e nutridoras maiores, feita em consultório.
  • Escleroterapia ampliada para vasinhos e microvarizes até 3 mm, com glicose, polidocanol ou outro esclerosante, conforme o caso, sempre tratando a nutridora identificada no VeinViewer.
  • Laser transdérmico 1064 nm e esclerolaser para os vasinhos mais finos e para complementar a escleroterapia.

Cada encontro tem um objetivo definido, e a evolução é controlada com fotos e reavaliação. Isso dá previsibilidade: você sabe o que vai ser tratado, em que ordem e o que esperar em cada etapa. Explico as técnicas em detalhe em escleroterapia em Fortaleza.

Então não existe mais "sessão"?

Existe, mas ela deixou de ser a unidade do tratamento. A sessão, ou encontro, é uma etapa de um plano que foi montado a partir do diagnóstico. A diferença está em contar o que importa: em vez de seringas e mililitros, contamos veias nutridoras tratadas e redes resolvidas.

Vale lembrar que a doença venosa é genética e tende a produzir vasos novos ao longo da vida. Por isso, mesmo com um plano bem feito, recomendamos uma revisão anual para tratar cedo o que aparecer. Falo mais sobre isso em as varizes voltam após o tratamento?.

Quando procurar o cirurgião vascular

Se você já fez aplicações e os vasinhos voltaram, se apareceram manchas ou redes novas depois de secagens, ou se nunca tratou e quer saber por onde começar, o primeiro passo é a avaliação com Doppler. Em Fortaleza, atendemos na Clínica VHG, no RioMar Trade Center. Pacientes de outras cidades do Ceará podem começar por teleconsulta e concentrar os exames e o tratamento em poucas vindas.

Perguntas frequentes

Tratamento de vasinhos por sessão funciona?

Funciona quando os vasinhos são realmente superficiais e não têm uma veia nutridora por trás. Quando existe uma raiz alimentando aquela rede, as aplicações pontuais clareiam por um tempo e os vasinhos voltam. Por isso hoje o tratamento começa pelo diagnóstico, e não pela seringa.

Quantas sessões são necessárias para secar vasinhos?

Depende do que o Doppler e o VeinViewer mostram. Não contamos por seringa nem por mililitro de produto: planejamos encontros de acordo com as veias nutridoras, as microvarizes e os vasinhos que precisam ser tratados, em geral ao longo de alguns meses, com controle a cada etapa.

Por que os vasinhos voltam depois da aplicação?

Na maioria das vezes porque a veia nutridora que estava por baixo não foi tratada. Ela continua mandando pressão e sangue para a superfície, e novos vasinhos aparecem ao redor dos que foram secados. Também existe o fator genético: a doença venosa tende a produzir vasos novos ao longo da vida, o que pede manutenção periódica.

O que é uma veia nutridora?

É uma veia um pouco mais profunda, muitas vezes invisível a olho nu, que tem refluxo e alimenta os vasinhos da superfície. Ela pode ser vista com o VeinViewer, um aparelho de infravermelho, ou com o ultrassom Doppler quando é mais calibrosa. Tratá-la é o que dá resultado duradouro.

Vale a pena fazer aplicações avulsas antes de um evento?

Se você quer um resultado que dure, o caminho é avaliar primeiro. Uma aplicação isolada em cima de uma rede com nutridora costuma frustrar: clareia pouco, pode manchar e o vasinho volta. Com o mapa completo, dá para planejar os encontros e ter uma expectativa realista de prazo.

Leia também: Escleroterapia em Fortaleza: secagem de vasinhos e microvarizes · As varizes voltam após o tratamento?

Referências

  1. De Maeseneer MG, Kakkos SK, Aherne T, et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2022 Clinical Practice Guidelines on the Management of Chronic Venous Disease of the Lower Limbs. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184-267.
  2. Rabe E, Breu FX, Cavezzi A, et al. European guidelines for sclerotherapy in chronic venous disorders. Phlebology. 2014;29(6):338-354.
  3. Lurie F, Passman M, Meisner M, et al. The 2020 update of the CEAP classification system and reporting standards. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2020;8(3):342-352.
  4. National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Varicose veins: diagnosis and management. Clinical guideline CG168. 2013.

Já fez aplicações e os vasinhos voltaram?

Avaliação com cirurgião vascular, ultrassom Doppler e VeinViewer na própria consulta, em Fortaleza: mapeamos as veias nutridoras e montamos o plano completo no mesmo dia.

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