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Como fica a perna durante o tratamento de varizes: antes, durante e depois

A gente sempre mostra o antes e o depois, mas quase nunca mostra o durante. E é justamente o durante que gera ansiedade: a perna fica manchada, aparecem roxos, alguns pontos endurecem, e quem não foi avisado acha que algo deu errado. Neste artigo explico como fica a perna durante o tratamento de varizes, o que é esperado acontecer ao longo do tempo e o que clareia sozinho, usando um caso real da Clínica VHG, em Fortaleza, mostrado no vídeo abaixo.

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Antes, durante e depois de um caso real: as manchas que aparecem no trajeto das veias tratadas e como clareiam.

O caso: veias nutridoras, varizes antigas e venulectasias

A paciente do vídeo tinha muitas veias nutridoras já bastante saltadas, varizes de longa data e telangiectasias, os vasinhos finos. Só que uma parte desses vasinhos já estava saltada, com relevo na pele, e para isso existe um nome específico: venulectasias. Identificar esse tipo de vaso antes de começar é importante por um motivo prático: veias assim, quando tratadas, têm grande chance de deixar a pele manchada por um tempo.

Por que a perna mancha durante o tratamento

A mancha não é causada pelo tratamento. Ela já existia, mas não estava aparente porque as veias dilatadas ficavam por cima, escondendo a pele. É a história do depósito de ferro: uma veia com pressão alta deixa vazar glóbulos vermelhos para o tecido ao redor, e o ferro da hemoglobina fica retido na pele como hemossiderina, formando uma mancha acastanhada. Explico esse mecanismo em dermatite ocre e manchas escuras nas pernas.

Quando fechamos a veia, ela deixa de cobrir a pele e o depósito que estava embaixo aparece. Além disso, o próprio processo de fechamento libera um pouco de sangue retido dentro do vaso tratado, que o corpo precisa reabsorver. Por isso é esperado que, durante o tratamento, surjam manchinhas acastanhadas ou amarronzadas exatamente no trajeto das veias tratadas. Foi exatamente o que aconteceu com essa paciente, e ela já sabia, porque tinha sido informada antes.

O que mais é normal ver e sentir

  • Roxos (equimoses) ao redor dos pontos de aplicação, que passam por tons esverdeados e amarelados e somem em duas a três semanas.
  • Cordões endurecidos no trajeto das veias maiores, que é a veia fechada sendo reabsorvida. Podem ser sensíveis ao toque por algumas semanas.
  • Pequenas crostas nos pontos de laser transdérmico ou escleroterapia, que caem sozinhas.
  • Sensação de repuxamento ou peso leve por alguns dias, compatível com trabalhar e caminhar.

O que não é esperado, e pede contato com a clínica: dor intensa e crescente, vermelhidão quente que se espalha, inchaço de uma perna só ou falta de ar. Para o endolaser, detalho a linha do tempo em recuperação após o endolaser.

O que acontece depois: as manchas clareiam

Ao longo do tempo, essas manchas clareiam muito sozinhas, sem que precisemos fazer nada. O motivo é simples: o fator causal foi tratado. As veias que estavam depositando ferro na pele foram fechadas e eliminadas, e o organismo vai retirando o pigmento aos poucos. Se deixarmos o tempo passar, a área clareia bastante por conta própria, em geral ao longo de alguns meses.

Hoje também conseguimos acelerar esse processo natural. Na Clínica VHG associamos o laser para tratamento de manchas, o ACROMA, que fragmenta o pigmento de hemossiderina e encurta o clareamento. No caso do vídeo, o resultado final com o tratamento completo é o que aparece na última foto. Resultados variam de pessoa para pessoa, mas a sequência é sempre a mesma: primeiro tratar a veia, depois clarear a pele, como explico em como tirar manchas das pernas.

Como avaliamos antes de começar

Saber de antemão que a perna vai manchar muda a experiência do tratamento. Por isso, na primeira consulta, além do ultrassom Doppler em pé, que mapeia a safena e as veias nutridoras, examinamos a pele: onde há venulectasias, onde já existem manchas por baixo dos vasos, onde a pele está mais fina. O VeinViewer, um aparelho de infravermelho, mostra as nutridoras que o olho não vê. Com isso, a paciente sai da consulta com um plano de cuidado por etapas e sabendo o que esperar em cada uma.

Tratamento na Clínica VHG

  • Veias nutridoras e microvarizes: escleroterapia ampliada, tratando primeiro a nutridora, com esclerosante escolhido caso a caso.
  • Venulectasias e vasinhos: escleroterapia combinada com laser transdérmico 1064 nm (esclerolaser).
  • Varizes grossas e safena: endolaser ou espuma densa, em consultório, com anestesia local.
  • Manchas de hemossiderina: laser ACROMA, na etapa final, para acelerar o clareamento.

Pacientes de outras cidades do Ceará podem começar por teleconsulta e organizar as etapas presenciais em Fortaleza. Veja em cirurgião vascular no Ceará.

Quando procurar o cirurgião vascular

Se você tem veias saltadas, vasinhos com relevo, manchas acastanhadas no trajeto das veias ou já fez tratamento e ficou com a perna manchada, vale uma avaliação. Entender o que é esperado no durante é o que permite atravessar o tratamento sem ansiedade e chegar ao depois.

Perguntas frequentes

É normal a perna ficar manchada durante o tratamento de varizes?

Sim, principalmente quando há venulectasias e veias nutridoras saltadas. As manchas acastanhadas surgem no trajeto das veias tratadas e, na maioria das vezes, já existiam por baixo dos vasos, como depósito de ferro na pele. Elas tendem a clarear com o tempo.

As manchas do tratamento de varizes somem sozinhas?

Em grande parte, sim. Como a veia que depositava ferro na pele foi fechada, o organismo reabsorve o pigmento aos poucos ao longo de alguns meses. O laser para manchas, como o ACROMA, pode acelerar esse clareamento.

Quanto tempo dura o roxo depois da escleroterapia?

Os roxos costumam durar de duas a três semanas, passando por tons esverdeados e amarelados. Cordões endurecidos no trajeto das veias maiores podem persistir por mais tempo enquanto a veia é reabsorvida.

O que é venulectasia?

É o vasinho que já ganhou relevo, ficando saltado na pele, um estágio entre a telangiectasia fina e a microvariz. Esse tipo de vaso tem mais chance de deixar mancha ao ser tratado, e por isso é identificado e explicado antes de começar.

Quando devo me preocupar com a perna durante o tratamento?

Dor intensa e crescente, vermelhidão quente que se espalha, inchaço de uma perna só ou falta de ar não são esperados e pedem contato imediato com a clínica. Roxos, manchas acastanhadas, crostas pequenas e cordões endurecidos fazem parte do processo.

Leia também: Venulectasia: o vasinho que ganhou relevo · Como tirar manchas das pernas · Recuperação após o endolaser

Referências

  1. De Maeseneer MG, Kakkos SK, Aherne T, et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2022 Clinical Practice Guidelines on the Management of Chronic Venous Disease of the Lower Limbs. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184-267.
  2. Rabe E, Breu FX, Cavezzi A, et al. European guidelines for sclerotherapy in chronic venous disorders. Phlebology. 2014;29(6):338-354.
  3. Lurie F, Passman M, Meisner M, et al. The 2020 update of the CEAP classification system and reporting standards. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2020;8(3):342-352.
  4. Goldman MP, Sadick NS, Weiss RA. Cutaneous necrosis, telangiectatic matting, and hyperpigmentation following sclerotherapy. Dermatol Surg. 1995;21(1):19-29.

Quer saber como será o seu durante?

Avaliação com cirurgião vascular e ultrassom Doppler na própria consulta, em Fortaleza: mapeamos as veias, examinamos a pele e explicamos o que esperar em cada etapa.

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