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Venulectasia: o que é, por que aparece e como tratar

Venulectasia é o nome que damos ao vasinho da perna que deixou de ser apenas um risco fino e colorido na pele e passou a ter relevo: dá para sentir com o dedo, fica saltado, azulado ou escuro. É um estágio intermediário entre o vasinho comum, a telangiectasia, e a veia reticular. Parece um detalhe estético, mas é um dos vasos que mais preocupam no consultório, por dois motivos que explico abaixo: sangramento e mancha.

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Venulectasia tratada: o vaso saltado e escuro que preocupava pelo risco de sangrar e manchar.

O que é venulectasia

As veias muito pequenas logo abaixo da pele chamam-se vênulas. Quando uma vênula dilata, ela vira o que todo mundo conhece como vasinho. A classificação internacional das doenças venosas (CEAP) separa esses vasos pelo calibre:

  • Telangiectasia: vaso com menos de 1 mm, vermelho ou roxo, plano, sem relevo. É o vasinho clássico.
  • Venulectasia: vênula dilatada, em geral entre 1 e 2 mm, azulada ou escura, que já faz relevo na pele. É a telangiectasia que cresceu e ganhou volume.
  • Veia reticular: veia de 1 a 3 mm, azul-esverdeada, que corre um pouco mais fundo e muitas vezes alimenta os vasinhos acima dela.

Na prática, a venulectasia é o sinal de que aquele vasinho está sob pressão há muito tempo. Ele dilatou, esticou a pele por cima e ficou com a parede fina e exposta. É exatamente o que a paciente do vídeo tinha em uma região da perna: um vaso mais fino que virou relevo, saltado e bem escuro.

Por que a venulectasia aparece

A origem é a mesma das varizes: genética, hormônios, tempo em pé, gestações e, principalmente, refluxo. Quase sempre existe uma veia nutridora, em geral uma veia reticular, que despeja sangue em pressão alta dentro daquele vasinho. Com os anos, a vênula que recebia essa pressão dilata até ganhar relevo. Por isso a venulectasia costuma aparecer em quem já tem vasinhos há muito tempo e nunca tratou a veia que os alimenta.

Os dois riscos da venulectasia

Quando uma venulectasia aparece, duas situações me preocupam:

1. Sangramento. O vaso vai ficando dilatado e a pele por cima, muito fininha. Basta um esbarrão, uma coçada ou um banho quente para ele se romper e começar a sangrar. O sangramento venoso é de baixa pressão e para com compressão e elevação da perna, mas assusta e tende a se repetir. Explico o que fazer na hora em variz estourou ou sangrou.

2. Mancha na pele. Esse é o principal. Um vaso que está ali há muito tempo vai depositando pigmento de ferro na pele ao redor. Quando a gente trata, o vaso some, mas a região pode ficar manchada, com um tom acastanhado que demora a clarear. Quanto mais tempo a venulectasia fica sem tratar, maior a chance de a mancha já estar instalada.

No caso do vídeo, a paciente nunca tinha tido sangramento e não ficou nenhuma mancha depois do tratamento: a pele ficou limpa. E mesmo quando a mancha aparece, hoje temos o laser ACROMA, que fragmenta o pigmento de ferro e ajuda muito a clarear.

Sinais de que o vasinho virou venulectasia

  • O vasinho ficou mais escuro, azulado ou quase preto;
  • Dá para sentir o relevo passando o dedo sobre a pele;
  • Ele parece "inchar" no fim do dia ou no calor;
  • Já sangrou alguma vez, mesmo pouco;
  • A pele ao redor começou a escurecer.

Quando um desses sinais está presente, não vale esperar. Tratar cedo é o que evita passar pela fase da mancha.

Como avaliamos na consulta

Venulectasia não se trata olhando só para o vaso. Na Clínica VHG, em Fortaleza, examino as pernas em pé e uso o VeinViewer, um aparelho de infravermelho que enxerga até cerca de 10 mm de profundidade e mostra a veia reticular ou nutridora que alimenta o vasinho. Depois faço o ultrassom Doppler na própria consulta para afastar refluxo em veias maiores, como a safena. Quando existe uma fonte de pressão mais acima, ela precisa entrar no plano; senão, o vasinho tratado volta.

Pacientes de outras cidades podem iniciar por teleconsulta e programar a vinda a Fortaleza com o tratamento já organizado.

Tratamento da venulectasia na Clínica VHG

  • Escleroterapia ampliada: aplicação de um esclerosante (glicose, polidocanol ou outro, conforme o caso) dentro do vaso, tratando junto a veia nutridora identificada no VeinViewer. É a base do tratamento da venulectasia. Veja como funciona em escleroterapia em Fortaleza.
  • Laser transdérmico 1064 nm: complementa nos vasos mais finos ao redor, para o resultado global da perna. A combinação das duas técnicas é o que chamamos de esclerolaser.
  • Laser ACROMA: quando sobra mancha de hemossiderina, é a ferramenta para clarear.
  • Endolaser ou espuma: só entram se o Doppler mostrar refluxo em safena ou em veia calibrosa alimentando a região.

Como toda a doença venosa, o tratamento é feito em etapas: primeiro o vaso maior e escuro, depois o refinamento dos mais finos, como no caso do vídeo, em que a outra perna também tinha um vaso no mesmo trajeto e já havia melhorado bastante. Os resultados variam de pessoa para pessoa, e a tendência a formar novos vasinhos continua existindo; por isso as revisões anuais fazem parte do cuidado.

Quando procurar o cirurgião vascular

Procure avaliação se um vasinho ganhou relevo ou escureceu, se já sangrou, se a pele ao redor está manchando ou se os vasinhos estão se multiplicando apesar de tratamentos anteriores. Quanto antes a venulectasia for tratada, menor a chance de sobrar marca.

Perguntas frequentes

O que é venulectasia?

É uma vênula, a veia mais fina logo abaixo da pele, que dilatou até ficar com relevo, em geral entre 1 e 2 mm, azulada ou escura. Fica entre a telangiectasia, o vasinho plano com menos de 1 mm, e a veia reticular, de 1 a 3 mm.

Venulectasia é perigosa?

Não é grave, mas tem dois riscos: sangramento, porque a pele sobre o vaso fica muito fina, e mancha, porque o vaso deposita pigmento de ferro na pele com o tempo. Tratar cedo evita as duas situações.

Qual a diferença entre venulectasia e telangiectasia?

A telangiectasia é o vasinho fino, plano, vermelho ou roxo, com menos de 1 mm. A venulectasia é esse mesmo tipo de vaso quando dilata mais, fica azulado ou escuro e passa a ter relevo perceptível ao toque.

Como se trata a venulectasia?

Com escleroterapia, tratando também a veia nutridora que alimenta o vaso, identificada com o VeinViewer. O laser transdérmico complementa nos vasos mais finos, e o laser ACROMA é usado se restar mancha. Endolaser ou espuma só entram quando o Doppler mostra refluxo em veias maiores.

Venulectasia deixa mancha depois do tratamento?

Pode deixar, principalmente quando o vaso estava há muitos anos no mesmo lugar. A mancha é de hemossiderina, tende a clarear com o tempo e pode ser tratada com laser específico. Quanto mais cedo a venulectasia é tratada, menor a chance de marca.

Leia também: Escleroterapia em Fortaleza · Veias saltadas nas pernas · Dermatite ocre e manchas escuras nas pernas

Referências

  1. Lurie F, Passman M, Meisner M, et al. The 2020 update of the CEAP classification system and reporting standards. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2020;8(3):342-352.
  2. Rabe E, Breu FX, Cavezzi A, et al. European guidelines for sclerotherapy in chronic venous disorders. Phlebology. 2014;29(6):338-354.
  3. De Maeseneer MG, Kakkos SK, Aherne T, et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2022 Clinical Practice Guidelines on the Management of Chronic Venous Disease of the Lower Limbs. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184-267.
  4. Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). Orientações ao paciente sobre vasinhos, microvarizes e escleroterapia. sbacv.org.br

Um vasinho ficou saltado ou escuro?

Avaliação com cirurgião vascular em Fortaleza, com VeinViewer e ultrassom Doppler na própria consulta: identificamos a veia nutridora e tratamos antes que sangre ou manche.

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