Diagnóstico

Vasinhos podem ser sinal de safena doente: por que o Doppler na primeira consulta

Muita gente chega ao consultório com uma foto da coxa ou da perna e a certeza de que o problema é "só vasinho". Nem sempre é. Vasinhos podem ser sinal de safena doente: uma veia com refluxo, escondida sob a pele, que empurra pressão para os vasos finos da superfície. Quando isso acontece, tratar só o que aparece é tratar a consequência e deixar a causa. Neste artigo explico, com um caso real da Clínica VHG mostrado pela Dra. Gabriela Bernhardt no vídeo abaixo, por que o ultrassom Doppler precisa estar na primeira consulta.

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A Dra. Gabriela Bernhardt mostra o caso em que vasinhos na coxa escondiam uma safena doente, descoberta no Doppler da primeira consulta.

O caso que parecia simples

No vídeo, a Dra. Gabriela Bernhardt, angiologista e cirurgiã vascular da nossa equipe, mostra a foto de uma paciente com vasinhos e microvarizes na região da coxa. Olhando só a pele, qualquer um diria: caso tranquilo, é tratar a superfície com aplicações e laser e pronto.

Quando ela fez o ultrassom com Doppler na primeira avaliação, a história mudou. A paciente tinha uma safena doente desde a virilha, com refluxo descendo pela coxa até exatamente a região marcada dos vasinhos. E havia uma veia um pouco mais profunda, invisível a olho nu, conectando a área visível na pele à safena. Ou seja: os vasinhos eram a ponta de um problema que começava bem mais acima.

Por que vasinhos podem esconder uma safena doente

As veias das pernas funcionam em rede. A safena magna corre da virilha ao tornozelo, por dentro da coxa e da perna, e recebe o sangue das veias menores. Quando as válvulas da safena falham, o sangue reflui para baixo em vez de subir, e a pressão dentro de toda a rede abaixo dela aumenta. Essa pressão procura saída pelos vasos mais frágeis: as veias nutridoras, as microvarizes e, por fim, os vasinhos da pele.

É por isso que vasinhos na face interna da coxa, atrás do joelho ou na perna, principalmente quando acompanhados de peso, cansaço, inchaço no fim do dia ou coceira, merecem investigação. A classificação CEAP separa os vasinhos (C1) das varizes (C2), mas o exame que diz se há refluxo por trás é o mesmo: o Doppler. Detalho o que ele avalia em ultrassom Doppler venoso em Fortaleza.

O que acontece se tratar só a superfície

Se, nesse caso, tivéssemos tratado a região dos vasinhos sem antes tratar a safena, era pouquíssimo provável que chegássemos ao resultado que a paciente teve. Os vasos fechados pela escleroterapia ou pelo laser continuariam recebendo a pressão do refluxo, reabririam ou dariam lugar a novos vasinhos ao lado. É o padrão clássico de quem diz que "já tratou os vasinhos várias vezes e eles sempre voltam". Explico melhor esse ciclo em varizes voltam após o tratamento?.

O que mudou depois de tratar a raiz

A Dra. Gabriela mostra no vídeo a foto da paciente apenas após o tratamento da safena, sem nenhuma aplicação de laser ou escleroterapia nos vasinhos mais finos. O aspecto da pele já havia melhorado de forma visível, porque a pressão que mantinha os vasos dilatados foi retirada.

Só depois disso veio o refinamento da área: escleroterapia, que são as aplicações, e laser transdérmico, para chegar ao resultado final. Resultados variam de pessoa para pessoa, mas a lógica é sempre a mesma: primeiro a causa, depois o acabamento. É a sequência que seguimos também em manchas nas pernas e em outros quadros venosos.

Como avaliamos na primeira consulta

Na Clínica VHG, em Fortaleza, o ultrassom Doppler venoso é feito pelo próprio médico, em pé, na primeira consulta. Mapeamos a safena magna e a safena parva, as perfurantes e as veias nutridoras que alimentam cada grupo de vasinhos. O VeinViewer, um aparelho de infravermelho que enxerga veias até 10 mm de profundidade, complementa o exame mostrando as conexões que o olho não vê. A paciente sai com o diagnóstico integrado e o plano de cuidado no mesmo dia.

É por isso que batemos tanto na tecla de que a primeira consulta é a mais importante. Ela precisa ser a mais minuciosa e detalhada possível, porque é dela que sai o planejamento, e é o planejamento que define se o tratamento vai dar certo. Um Doppler feito por outro serviço, com outro objetivo, muitas vezes não responde às perguntas de que precisamos, como explico em como ler o laudo do Doppler venoso.

Tratamento na Clínica VHG

  • Safena com refluxo: endolaser, feito em consultório com anestesia local, sem cortes e sem internação.
  • Veias nutridoras e microvarizes até 3 mm: escleroterapia ampliada, com o esclerosante escolhido caso a caso e a veia nutridora tratada primeiro.
  • Vasinhos finos: laser transdérmico 1064 nm, isolado ou combinado com a escleroterapia, na etapa de refinamento.

Pacientes de outras cidades podem começar por teleconsulta e concentrar o Doppler e as etapas presenciais em Fortaleza. Veja em cirurgião vascular no Ceará.

Quando procurar o cirurgião vascular

Procure avaliação se os vasinhos se concentram na parte interna da coxa ou da perna, se vêm com sintomas como peso, cansaço, inchaço ou coceira, se já foram tratados e voltaram, ou se há varizes e safena doente na família. Mesmo quando a queixa é só estética, o Doppler na primeira consulta é o que garante que o tratamento comece pelo lugar certo.

Perguntas frequentes

Vasinhos podem ser sinal de safena doente?

Podem. Quando a safena tem refluxo, a pressão aumenta em toda a rede de veias abaixo dela e procura saída pelos vasos mais frágeis, que são as microvarizes e os vasinhos da pele. Vasinhos na face interna da coxa ou da perna, com sintomas ou que voltam após tratamento, merecem Doppler.

Preciso fazer ultrassom Doppler para tratar vasinhos?

Sim, na primeira consulta. Só o exame mostra se há refluxo na safena, nas perfurantes ou nas veias nutridoras por trás dos vasinhos. Sem isso, o tratamento da superfície tende a falhar ou a durar pouco.

O que acontece se eu tratar só os vasinhos e não a safena?

Os vasos fechados continuam recebendo a pressão do refluxo e tendem a reabrir ou a ser substituídos por novos vasinhos ao lado. É o motivo mais comum de quem relata que já fez várias sessões e os vasinhos sempre voltam.

Tratar a safena já melhora os vasinhos?

Em muitos casos, sim. No caso mostrado no vídeo, o aspecto da pele melhorou de forma visível só com o tratamento da safena, antes de qualquer aplicação ou laser. Depois vem o refinamento com escleroterapia e laser transdérmico. Resultados variam de pessoa para pessoa.

Como é feito o Doppler na Clínica VHG?

Pelo próprio médico, em pé, na primeira consulta, mapeando as safenas, as perfurantes e as veias nutridoras. O VeinViewer complementa mostrando as conexões superficiais. O diagnóstico e o plano de cuidado saem no mesmo dia.

Leia também: Ultrassom Doppler venoso em Fortaleza · Veia safena magna: quando e como tratar · Vasinhos nos pés podem ser sinal de doença oculta

Referências

  1. De Maeseneer MG, Kakkos SK, Aherne T, et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2022 Clinical Practice Guidelines on the Management of Chronic Venous Disease of the Lower Limbs. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184-267.
  2. Lurie F, Passman M, Meisner M, et al. The 2020 update of the CEAP classification system and reporting standards. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2020;8(3):342-352.
  3. Coleridge-Smith P, Labropoulos N, Partsch H, et al. Duplex ultrasound investigation of the veins in chronic venous disease of the lower limbs: UIP consensus document. Part I. Basic principles. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2006;31(1):83-92.
  4. National Institute for Health and Care Excellence. Varicose veins: diagnosis and management. NICE Clinical Guideline CG168. 2013.

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Avaliação com cirurgião vascular e ultrassom Doppler na própria consulta, em Fortaleza: mapeamos a safena e as veias nutridoras antes de tratar a superfície.

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