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Veias grossas nas pernas: como tratar sem cirurgia

Quando alguém me pergunta como eliminar veias grossas nas pernas, quase sempre vem junto uma segunda pergunta: "vai ter que operar?". A resposta que dou no consultório é a mesma deste artigo: veia grossa não significa, necessariamente, cirurgia. Hoje, com o endolaser e a espuma densa guiada por ultrassom, a grande maioria das varizes calibrosas é tratada no consultório, com anestesia local, sem cortes e sem internação. Explico abaixo como isso funciona, para quem serve e por que adiar costuma sair caro.

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Como eliminar veias grossas sem cirurgia: o caso de uma paciente que adiou o tratamento por medo de operar e foi tratada com endolaser no consultório.

O que são veias grossas nas pernas e por que aparecem

As veias grossas, saltadas e tortuosas que aparecem na coxa, na panturrilha ou atrás do joelho são varizes de calibre maior, em geral acima de 3 mm. Elas não surgem do nada. Na maior parte dos casos existe um refluxo em uma veia mais interna, quase sempre a veia safena magna ou a safena parva, cujas válvulas deixaram de funcionar. O sangue, em vez de subir para o coração, volta para baixo e vai dilatando as veias que estão logo abaixo da pele.

Por isso, tratar apenas a veia visível, sem cuidar da fonte do refluxo, é como enxugar o chão com a torneira aberta. O tratamento correto começa por identificar de onde vem a pressão e fechar essa origem.

Veia grossa é sempre cirurgia?

Não. Esse é um dos mitos que mais ouço. Durante décadas, a única forma de tratar uma safena doente e as varizes calibrosas era a cirurgia convencional, a safenectomia, com cortes na virilha e na perna, raquianestesia e internação. Muita gente ainda carrega essa imagem e, por medo, empurra o problema por anos.

Hoje as diretrizes internacionais, como a da Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular (ESVS 2022) e a do NICE, recomendam as técnicas endovenosas, em especial o endolaser, como primeira opção para a safena com refluxo, justamente porque têm resultado equivalente ou superior à cirurgia com menos dor, menos complicações e retorno mais rápido às atividades. A cirurgia com cortes ficou reservada a situações específicas, e não é o que fazemos na Clínica VHG.

Por que adiar o tratamento piora o problema

A paciente do vídeo acima é um exemplo do que vejo com frequência. Ela tinha varizes muito grossas e muito medo de operar: medo da anestesia na coluna, medo de complicações anestésicas, medo da própria cirurgia. E foi adiando. Com o tempo, a pressão constante nas veias começou a agredir a pele, que ficou endurecida e escurecida (a chamada lipodermatoesclerose), e ela chegou ao consultório na iminência de uma úlcera.

Esse é o ponto: as varizes calibrosas são uma doença progressiva. Sem tratamento, elas tendem a evoluir para manchas, fibrose, flebite, sangramento e ferida. Quanto mais cedo a fonte do refluxo é fechada, mais simples é o tratamento e melhor é a recuperação da pele. Descrevo essa progressão em o que acontece se não tratar varizes.

Como avaliamos: Doppler na própria consulta

Antes de decidir qualquer tratamento, eu preciso saber de onde vem a pressão. Por isso, na avaliação faço o ultrassom Doppler venoso na própria consulta, com você em pé, para mapear as safenas, as veias perfurantes e o trajeto das varizes grossas. Esse mapa define se o caso é de endolaser na safena, de espuma nas veias calibrosas, ou dos dois combinados. O diagnóstico e o plano de cuidado saem no mesmo dia.

Como tratamos veias grossas sem cirurgia na Clínica VHG

Dentro do Modelo VHG™, o tratamento das veias grossas faz parte da etapa funcional, aquela que resolve primeiro o que tem maior risco de complicação. As ferramentas que usamos são:

  • Endolaser. É o padrão-ouro para a safena e para os vasos grossos que têm origem nela. Uma fibra de laser muito fina é introduzida na veia por uma punção de agulha, guiada pelo ultrassom, e o calor fecha a veia de dentro para fora. Tudo com anestesia local tumescente, sem cortes, sem raquianestesia e sem internação. Você entra andando e sai andando, no mesmo dia.
  • Espuma densa. Para as varizes calibrosas e tortuosas que não são alcançadas pela fibra, injetamos uma espuma de polidocanol guiada por ultrassom, que fecha a veia por dentro. É feita em consultório, em sessões, sem anestesia geral.
  • Escleroterapia e laser transdérmico. Entram na segunda etapa, para as veias nutridoras, as microvarizes e os vasinhos que restam depois de tratada a fonte do refluxo.

Foi assim que tratamos a paciente do vídeo: um caso que parecia "só com cirurgia" foi resolvido no consultório, com endolaser, e a pele que estava a caminho de uma úlcera pôde começar a se recuperar.

Como é a recuperação

Depois do endolaser, a orientação é caminhar já no mesmo dia e usar meia de compressão por alguns dias. A maioria dos pacientes retoma as atividades leves em 24 a 48 horas e o trabalho em poucos dias, a depender da função. Pode haver sensação de repuxamento e pequenos roxos ao longo do trajeto da veia tratada, que desaparecem em algumas semanas. Detalho tudo em recuperação após o endolaser.

Quando procurar o cirurgião vascular

Não espere a pele mudar de cor para procurar ajuda. Marque uma avaliação se você tem veias grossas e saltadas nas pernas, principalmente se vêm acompanhadas de peso, cansaço, inchaço no fim do dia, coceira, manchas escuras perto do tornozelo ou episódios de flebite e sangramento. Atendo em Fortaleza, no RioMar Trade Center, e pacientes de outras cidades podem começar por teleconsulta e vir para o Doppler e o tratamento em uma ou duas viagens.

Perguntas frequentes

Veia grossa na perna tem que operar?

Na maioria dos casos, não. O refluxo da safena e as varizes calibrosas são tratados com endolaser e espuma densa guiada por ultrassom, no consultório, com anestesia local e sem internação. A cirurgia com cortes ficou restrita a situações específicas e não é o que fazemos na Clínica VHG.

Como eliminar veias grossas sem cirurgia?

Primeiro é preciso descobrir de onde vem a pressão, com o ultrassom Doppler. Se a origem é a safena, fechamos a veia com endolaser. As varizes grossas e tortuosas que sobram são tratadas com espuma densa. Só depois disso entram a escleroterapia e o laser transdérmico para vasinhos e microvarizes.

O endolaser dói? Precisa de anestesia na coluna?

Não precisa de raquianestesia. O endolaser é feito com anestesia local tumescente, que também protege os tecidos ao redor da veia do calor. A maioria das pessoas descreve o procedimento como bem tolerável e volta a caminhar no mesmo dia.

O que acontece se eu não tratar as veias grossas?

A pressão constante dentro das varizes agride a pele com o tempo, causando manchas escuras, endurecimento (fibrose), flebite, sangramento e, nos casos mais avançados, úlcera venosa. Quanto mais cedo a fonte do refluxo é tratada, mais simples é o tratamento.

Quanto tempo leva para voltar à rotina depois do endolaser?

Caminhar é liberado no mesmo dia. Atividades leves em 24 a 48 horas e trabalho em poucos dias, conforme a função. Exercícios de impacto e musculação pesada costumam ser liberados após uma a duas semanas, de acordo com a avaliação.

Leia também: Endolaser: como funciona o tratamento da safena · Veias grossas na coxa: causas e tratamento · O que acontece se não tratar varizes

Referências

  1. De Maeseneer MG, Kakkos SK, Aherne T, et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2022 Clinical Practice Guidelines on the Management of Chronic Venous Disease of the Lower Limbs. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184-267.
  2. National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Varicose veins: diagnosis and management. Clinical guideline CG168. 2013.
  3. Rasmussen LH, Lawaetz M, Bjoern L, Vennits B, Blemings A, Eklof B. Randomized clinical trial comparing endovenous laser ablation, radiofrequency ablation, foam sclerotherapy and surgical stripping for great saphenous varicose veins. Br J Surg. 2011;98(8):1079-1087.
  4. Lurie F, Passman M, Meisner M, et al. The 2020 update of the CEAP classification system and reporting standards. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2020;8(3):342-352.

Tem veias grossas nas pernas e medo de operar?

Avaliação com cirurgião vascular e ultrassom Doppler na própria consulta, em Fortaleza. Você sai sabendo se o seu caso pode ser tratado com endolaser ou espuma, sem cortes nem internação.

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