Endolaser
Tratamentos

Endolaser para varizes: o que é, riscos e contraindicações

O endolaser, laser endovenoso ou ablação térmica da safena com laser é uma técnica minimamente invasiva que substitui totalmente a retirada tradicional e cirúrgica da veia safena e outras varizes, recomendada como primeira opção para a veia safena magna com refluxo pelas diretrizes europeias (ESVS 2022) e britânicas (NICE CG168).

Em resumo: o endolaser (laser endovenoso) é uma fibra de laser introduzida dentro da veia doente, guiada por ultrassom, que fecha a veia por calor sem cortes e sem internação. Quer saber como é feito na clínica em Fortaleza, ver casos e tirar dúvidas? Veja a página endolaser em Fortaleza. Este artigo explica a técnica, as indicações e os riscos.

A sua superioridade ao tratamento convencional é atribuído ao fato de ser um procedimento mais seguro, sem a necessidade de cortes, sem os risco de uma cirurgia convencional e sem os incômodos de um pós-operatório tradicional, tendo uma recuperação mais rápida e o retorno quase que imediato as atividades normais.

Nos centros mais modernos, com o aperfeiçoamento da técnica, esse procedimento pode ser realizado no próprio consultório ou clínica, dispensando ainda a necessidade de anestesia geral ou raquianestesia, graças a técnica de anestesia local com intumescência onde o médico vascular treinado realiza o uso apenas de soro fisiológico ao redor da veia que será tratada, dispensando anestesias maiores. Dessa forma, o procedimento torna-se extremamente seguro e minimamente invasivo.

Como ele funciona

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O endolaser em ação: a técnica que trata a veia doente por dentro, sem cortes.

No endolaser, ao contrário da cirurgia, não é mais necessário realizar cortes para retirar a veia doente. No tratamento com o laser, o objetivo é “queimar” a veia defeituosa, formando um cicatriz no local onde antes era a veia. Dessa forma, conseguimos redirecionar o fluxo de sangue para as veias normais, restaurando a circulação normal.

Para isso, o cirurgião vascular identifica a veia doente pelo aparelho de ultrassom e punciona com precisão apenas a veia defeituosa na perna, procedimento semelhante à colher um exame de sangue, colocando um aparelho chamado introdutor na veia doente. Por esse aparelho é inserido uma pequena fibra que emite um laser por sua ponta, dessa forma o médico consegue posicionar o laser dentro das veias doentes, procedimento totalmente endovascular e minimamente invasivo.

Na desenho abaixo vemos uma demonstração do laser sendo ativado dentro da veia, causando a sua eliminação.

Demonstração da ação do endolaser

Vantagens do tratamento com laser endovenoso

As vantagens do tratamento com endolaser são relacionadas ao fato de que evita-se a lesão de outras estruturas vizinhas como pele, tecido subcutâneo, veias normais próximas e o processo inflamatório mais intenso que normalmente ocorre durante um procedimento cirúrgico. Dessa forma, podemos listar como as principais vantagens:

  • Recuperação imediata
  • Dispensa anestesia geral e raquianestesia
  • Sem cortes ou cicatrizes
  • Menor risco de infecção
  • Menor risco de sangramentos
  • Menos dor no pós-procedimento
  • Menos hematomas
  • Menor risco de manchas
  • Menor risco de queloide
  • Retorno imediato ao trabalho
  • Retorno rápido as atividades físicas
  • Dispensa a necessidade de internação em hospitais

Por isso, hoje ele é o tratamento de escolha na rotina da nossa clínica.

Indicações do endolaser

A principal indicação hoje é para quando a veia safena magna ou veia safena parva encontram-se doentes, ou seja, dilatada, insuficiente e com refluxo. Deve ser considerado o tratamento de primeira escolha para esses casos, por apresentar superioridade comprovada e segundo recomendações de inúmeros estudos científicos.

Atualmente, devido a sua conhecida segurança e eficácia, alguns centros médicos especializados no tratamento de varizes, também vem utilizado com sucesso essa técnica para o tratamento de outras veias defeituosas que não apenas as veias safenas, como varizes em pernas e nos pés, como forma de substituir a cirurgia tradicional.

Pacientes que apresentam comorbidades ou risco cirúrgico elevado à cirurgia tradicional, podem ter no endolaser uma opção menos invasiva e mais segura.

Contraindicações ao endolaser

A principal contra-indicação para realizar esse procedimento seria quando a veia safena apresenta-se muito tortuosa, superficial ou extremamente dilatada, porém com o aperfeiçoamento da técnica e um cirurgião vascular treinado, essas barreiras estão sendo cada vez mais superadas, permitindo um tratamento menos invasivo a um maior número de pacientes.

Desvantagens do tratamento com endolaser

A principal desvantagem do tratamento com endolaser é a falta de encontrar profissionais habilitados à realizar esse procedimento, principalmente em cidades menores, porém por seus inúmeros benefícios, principalmente uma recuperação mais rápida e ser mais seguro que a cirurgia convencional, a tendência é que em alguns anos ele já existam mais profissionais que o realizem.

Caso Clínico

Como fazemos o endolaser na Clínica VHG, em Fortaleza

O endolaser entra no plano de cuidado quando o ultrassom Doppler, feito na própria consulta, mostra refluxo na veia safena. O procedimento é realizado com anestesia local, sem internação, e costuma ser combinado com a espuma densa e a escleroterapia das veias menores no mesmo plano, como explicamos em endolaser para varizes em Fortaleza. Antes de indicar, avaliamos as contraindicações acima e os quatro domínios do Modelo VHG™: circulação, gordura, pele e função. A Clínica VHG fica no RioMar Trade Center, no Papicu, de segunda a sexta, das 8h às 19h. Quem vem de outra cidade encontra a logística em cirurgião vascular no Ceará e pode começar pela teleconsulta.

Como agendar uma consulta

Para agendar uma consulta, você pode falar com uma de nossas atendentes pelo número (85) 99104-2483 ou pelo whatsapp clicando aqui.

Perguntas frequentes

Quais são os riscos do endolaser?

Os mais comuns são leves e passageiros: roxos no trajeto da veia, sensação de repuxamento na coxa por alguns dias, dormência em pequenas áreas da pele por lesão de nervo sensitivo e flebite das tributárias tratadas. Complicações graves, como trombose venosa profunda e queimadura de pele, são raras nas séries publicadas e ficam menores com anestesia tumescente adequada, ultrassom durante todo o procedimento e caminhada logo após.

Quais são as contraindicações do endolaser?

Trombose venosa profunda ativa ou recente, gravidez, infecção na pele da perna, doença arterial que impeça a compressão, safena muito tortuosa ou muito próxima da pele em todo o trajeto, alergia ao anestésico e condições clínicas que contraindiquem qualquer procedimento. Quem não consegue caminhar depois do procedimento também precisa de avaliação especial. A decisão é individual, feita com o Doppler na consulta.

Endolaser dói?

O procedimento é feito com anestesia local tumescente, em que a solução anestésica é infiltrada ao redor da veia com guia de ultrassom. O desconforto costuma se limitar às picadas da anestesia e a uma sensação de pressão. Nos dias seguintes pode haver dor leve a moderada no trajeto, controlada com analgésico comum, compressão e caminhada.

Endolaser ou cirurgia de safena: qual a diferença?

Na cirurgia convencional, a safena é retirada por cortes na virilha e na perna, com anestesia raquidiana ou geral e afastamento de semanas. No endolaser, a veia é fechada por dentro por uma fibra de laser, com anestesia local, sem cortes, e a pessoa sai caminhando. As diretrizes europeias (ESVS 2022) e britânicas (NICE CG168) recomendam as técnicas endovenosas como primeira opção para a safena com refluxo; a cirurgia fica para os casos em que elas não são possíveis. Veja como é feito em endolaser para varizes em Fortaleza.

Leia também: Recuperação após o endolaser · Tratamento de varizes em Fortaleza

Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.

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Referências

  1. De Maeseneer MG et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2022 Clinical Practice Guidelines on the Management of Chronic Venous Disease of the Lower Limbs. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184-267.
  2. National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Varicose veins: diagnosis and management. Clinical guideline CG168, 2013.
  3. Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). Diretrizes e orientações ao paciente sobre doença venosa crônica. sbacv.org.br
@victorhugovascular Cirurgião Vascular
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