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Etapas do tratamento de varizes: como funciona o Modelo VHG™

Uma das primeiras coisas que explico a quem chega ao consultório são as etapas do tratamento de varizes. Muita gente imagina que é "uma sessão para cada vasinho" ou "uma cirurgia e pronto". Não é assim. No Modelo VHG™, o tratamento é organizado em duas partes com objetivos diferentes: a parte funcional, que resolve o que tem maior risco para a sua saúde, e a parte preventiva e estética, que cuida do que aparece na pele. A ordem não é por acaso, e entender essa lógica ajuda você a saber o que esperar de cada fase.

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As duas partes do tratamento de varizes no Modelo VHG™: a funcional, de dentro para fora, e a preventiva e estética.

Por que dividir o tratamento em etapas

As varizes não são um problema único. Na mesma perna podem coexistir uma safena com refluxo, que ninguém vê, veias grossas saltadas, veias nutridoras que alimentam os vasinhos e as telangiectasias finas e arroxeadas que incomodam no espelho. Cada uma dessas camadas tem um peso diferente para a saúde e pede uma ferramenta diferente.

Dividir o tratamento em etapas faz duas coisas ao mesmo tempo: garante que a gente trate primeiro o que tem maior potencial de causar complicações, como manchas, tromboflebite, fibrose e úlcera na perna, e sistematiza o atendimento para que cada paciente receba a mesma sequência de segurança e qualidade, independentemente de quão simples ou complexo é o caso.

Etapa zero: a avaliação com Doppler na consulta

Todo paciente que chega à Clínica VHG passa primeiro por uma avaliação completa. Além do exame clínico em pé, faço o ultrassom Doppler venoso na própria consulta, para mapear as quatro safenas (magna, acessória anterior, acessória posterior e parva), as perfurantes e as veias grossas, e uso o VeinViewer, um aparelho de infravermelho, para enxergar as veias nutridoras dos vasinhos. É esse mapa que define quais etapas o seu caso precisa. O diagnóstico e o plano de cuidado saem no mesmo dia.

Etapa 1: tratamento funcional (safenas e veias grossas)

A primeira parte do tratamento é a funcional. Aqui tratamos sempre de dentro da perna para fora: das veias mais profundas e calibrosas até as mais superficiais. O alvo são as safenas doentes e as veias grossas que dependem delas, porque é ali que está a pressão que, com os anos, agride a pele.

  • Safenas com refluxo: tratadas com endolaser, com anestesia local, sem cortes e sem internação.
  • Veias grossas e tortuosas: tratadas com espuma densa guiada por ultrassom, no consultório.

Vale destacar: nem toda safena precisa ser tratada. Só a que está doente, com refluxo confirmado no Doppler. Uma safena saudável fica onde está.

Etapa 2: tratamento preventivo e estético (nutridoras e vasinhos)

Fechada a fonte da pressão, entra a segunda parte, com objetivo mais preventivo e estético. É aqui que tratamos as veias reticulares, as veias nutridoras, as microvarizes e os vasinhos muito finos, as telangiectasias e as venulectasias, aquelas veias mais saltadas e arroxeadas na pele.

As ferramentas dessa fase são a escleroterapia (com glicose, polidocanol ou outro esclerosante, escolhido caso a caso), o laser transdérmico 1064 nm e a combinação dos dois, o esclerolaser. Sempre começando pela veia nutridora identificada no VeinViewer, porque tratar o vasinho sem tratar quem o alimenta é garantia de que ele volta.

Por que a ordem importa

Não faz sentido fazer a segunda etapa sem antes resolver a primeira. Se a safena continua refluindo, a pressão lá de dentro continua chegando aos vasinhos, e o resultado estético dura pouco. É como pintar a parede antes de consertar o vazamento. Por isso, quando alguém me pede para "só tirar os vasinhos" e o Doppler mostra uma safena doente, eu explico que a raiz do problema precisa vir primeiro. Falo mais sobre isso em vasinhos podem ser sinal de safena doente.

Nem todo paciente passa pelas duas etapas

Muita gente não tem problema na safena nem veias grossas. Nesses casos, a etapa funcional simplesmente não é necessária: o paciente vai direto para o tratamento das nutridoras, reticulares e telangiectasias. O contrário também acontece: há quem precise apenas da etapa funcional, porque o que incomoda é o peso, o inchaço ou o risco de complicação, e não a aparência.

A maior parte dos pacientes, no entanto, tem os dois tipos de necessidade, e o tratamento acaba organizado nessas duas partes. Isso facilita o seu entendimento do processo e nos permite garantir segurança e eficácia em todos os casos.

Quanto tempo leva o tratamento completo

Depende do que o Doppler mostra. O endolaser da safena é um procedimento único, feito em um dia. A espuma e a escleroterapia são feitas em sessões, em geral com intervalos de duas a quatro semanas, e o número varia com a quantidade de veias a tratar. Na avaliação, você recebe uma estimativa realista de sessões para cada etapa. Explico como a perna fica ao longo do processo em como fica a perna durante o tratamento de varizes.

Quando procurar o cirurgião vascular

Se você tem veias visíveis nas pernas, vasinhos que se multiplicam, peso, cansaço ou inchaço no fim do dia, o primeiro passo é a avaliação com Doppler. Atendo em Fortaleza, no RioMar Trade Center, e pacientes de outras cidades podem começar por teleconsulta e organizar as etapas do tratamento em poucas viagens.

Perguntas frequentes

Quais são as etapas do tratamento de varizes?

No Modelo VHG™ são duas partes, depois da avaliação com Doppler. A etapa funcional trata as safenas doentes com endolaser e as veias grossas com espuma densa, de dentro para fora. A etapa preventiva e estética trata as veias nutridoras, reticulares e os vasinhos com escleroterapia e laser transdérmico.

Posso tratar só os vasinhos e deixar a safena?

Se o Doppler mostra que a safena está com refluxo, não é recomendado. A pressão que vem dela continua alimentando os vasinhos, e o resultado estético dura pouco. Se a safena está saudável, o tratamento pode ir direto para as nutridoras e os vasinhos.

Todo paciente precisa fazer endolaser?

Não. O endolaser só é indicado quando a safena está doente, com refluxo confirmado no ultrassom. Muitos pacientes têm apenas veias nutridoras e vasinhos e seguem direto para a etapa preventiva e estética.

Por que o tratamento é feito de dentro para fora?

Porque a origem da pressão está nas veias mais internas. Tratando primeiro a safena e as veias grossas, a pressão sobre os vasinhos diminui, o tratamento deles fica mais eficaz e o risco de complicações como manchas, flebite e úlcera cai.

Quantas sessões são necessárias?

O endolaser é feito em um único dia. A espuma e a escleroterapia são feitas em sessões, geralmente com intervalos de duas a quatro semanas, e o número depende da quantidade de veias a tratar. A estimativa é dada na avaliação, depois do Doppler.

Leia também: Qual o melhor tratamento para varizes · Vasinhos podem ser sinal de safena doente · Dá para tratar varizes na primeira consulta?

Referências

  1. De Maeseneer MG, Kakkos SK, Aherne T, et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2022 Clinical Practice Guidelines on the Management of Chronic Venous Disease of the Lower Limbs. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184-267.
  2. National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Varicose veins: diagnosis and management. Clinical guideline CG168. 2013.
  3. Lurie F, Passman M, Meisner M, et al. The 2020 update of the CEAP classification system and reporting standards. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2020;8(3):342-352.
  4. Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). Diretrizes de insuficiência venosa crônica. sbacv.org.br

Quer saber em que etapa está o seu caso?

Avaliação com cirurgião vascular e ultrassom Doppler na própria consulta, em Fortaleza. Você sai com o diagnóstico integrado e o plano de cuidado, etapa por etapa.

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