A consulta na Clínica VHG é uma avaliação dos membros inferiores em quatro dimensões: circulação, gordura, pele e função. Em uma única sessão, o Dr. Victor Hugo faz a entrevista, o exame físico e os exames de imagem que o seu caso pedir, entre eles o ultrassom Doppler das veias e o rastreio com infravermelho, realizados ali mesmo, pelo próprio médico, com você presente.
Você sai com o diagnóstico das pernas e o plano de tratamento por escrito no mesmo dia, com as prioridades, a sequência das etapas e as expectativas explicadas caso a caso. Não é uma consulta que termina em pedido de exame para voltar depois: o mapeamento acontece durante a avaliação, e a conduta é discutida com você na hora.
Como é a primeira consulta?
A avaliação segue o Modelo VHG™, que olha a perna inteira em quatro domínios, porque eles se influenciam e raramente aparecem sozinhos:
- Circulação: varizes, vasinhos, veias nutridoras, refluxo e sinais de doença venosa crônica.
- Gordura: lipedema e gordura localizada, que mudam o formato da perna e o padrão de dor.
- Pele: celulite, flacidez e manchas, inclusive as manchas que vêm da própria pressão venosa.
- Função: dor, peso, inchaço, cãibras e limitação para trabalhar, treinar e dormir.
Na parte da circulação, o mapeamento é feito do mais profundo para o mais superficial, nesta ordem:
- Veias safenas e perfurantes, com o ultrassom Doppler, para saber se existe refluxo venoso e onde ele começa.
- Veias nutridoras (reticulares), com o infravermelho, que enxerga o que a pele esconde.
- Vasinhos na superfície, avaliados no exame físico e registrados em documentação fotográfica padronizada.
- Manchas e alterações da pele, para separar o que é pigmento antigo do que ainda está sendo alimentado por uma veia doente.
Essa ordem existe por um motivo prático: a veia maior costuma alimentar as menores. Quando o mapa está completo, dá para planejar a sequência do tratamento e dar uma expectativa realista do resultado, em vez de tratar o que aparece e esperar para ver.
O que o ultrassom Doppler mostra?
O ultrassom Doppler é a principal ferramenta do cirurgião vascular, e na Clínica VHG ele é feito na própria consulta, pelo médico que vai planejar o tratamento, com você em pé, que é a posição em que o refluxo aparece. O exame mapeia safenas, perfurantes e tributárias, mostra o calibre e o trajeto de cada veia, identifica em que ponto a válvula falhou e registra sinais de trombose atual ou antiga.
É comum a pessoa chegar incomodada com uma veia saltada na superfície e o ultrassom revelar uma safena doente por dentro alimentando tudo. Tratar apenas a superfície, nesse cenário, é um tratamento paliativo: as veias tendem a voltar, porque a origem continua aberta. Os termos que aparecem nesse mapeamento estão explicados no glossário vascular e no guia de como ler o laudo do Doppler venoso.
Quando o mapa mostra safena ou tributárias doentes, o tratamento é feito com endolaser em consultório, com anestesia local, e a espuma densa entra como complemento em veias selecionadas. O Dr. Victor Hugo não realiza cirurgia convencional de varizes, com cortes e internação.
Uma observação importante: o ultrassom realizado durante a consulta tem finalidade de planejamento do seu tratamento. Se você precisa de um laudo formal para outros fins, como perícia, exigência de terceiros ou segunda opinião fora da clínica, esse laudo é emitido à parte.
O que é o aparelho de infravermelho?
É o VeinViewer, um aparelho de realidade aumentada que usa luz infravermelha para projetar na própria pele o desenho das veias de até 10 mm abaixo da superfície. Ele não emite radiação, não encosta com agulha e não exige preparo.
O que interessa ali são as veias nutridoras, também chamadas de reticulares: aquelas veias esverdeadas de 1 a 3 mm que funcionam como torneira dos vasinhos. Muitas delas não são visíveis a olho nu, principalmente em pele mais clara ou com celulite. Quando as nutridoras ficam de fora do plano, os vasinhos tendem a voltar em poucos meses, mesmo que a sessão tenha ficado bonita no dia seguinte. O infravermelho fecha essa lacuna entre o que o Doppler enxerga em profundidade e o que o olho vê na superfície.
Quais outros exames entram na avaliação?
Nem todo caso precisa de todos os exames. Eles são escolhidos conforme a queixa e os seus objetivos:
- Termografia: avaliação térmica dos membros inferiores, que ajuda a localizar áreas de inflamação e a acompanhar a resposta ao tratamento ao longo do tempo.
- Bioimpedância: análise da composição corporal, indicada quando há investigação de lipedema, para separar o que é gordura doente do que é retenção de líquido ou massa muscular. É o mesmo raciocínio usado para diferenciar lipedema, linfedema e obesidade.
- Documentação fotográfica padronizada: fotos em posições e iluminação fixas, que viram a linha de base para comparar a evolução em cada retorno.
Esses registros ficam no seu prontuário e são usados nas reavaliações, quando comparamos o antes e o depois com o mesmo enquadramento, em vez de depender da memória.
Preciso de algum preparo?
Não é necessário nenhum preparo especial, nem jejum. Algumas coisas ajudam a aproveitar melhor o tempo da avaliação:
- Roupa confortável, que permita examinar as pernas inteiras, da virilha ao pé.
- Exames anteriores, se você tiver: ultrassons, laudos e fotos antigas.
- A lista dos medicamentos que você usa, incluindo anticoncepcional, reposição hormonal e anticoagulantes.
- Se a ideia é começar o tratamento no mesmo dia, avise no momento do agendamento, porque isso muda a reserva de agenda.
O valor da avaliação é informado no agendamento, pelo WhatsApp.
Dá para tratar sem consulta?
Não. A consulta é obrigatória, e essa regra não é burocracia. Cada perna tem suas particularidades: é preciso verificar contraindicações, identificar todas as veias doentes, inclusive as que não aparecem, e definir a técnica adequada para cada calibre, cada tipo de pele e cada achado do ultrassom. Tratar sem avaliação adequada é uma das principais causas de insucesso e de recidiva precoce.
Também não indicamos tratamento com base na avaliação ou no ultrassom de outro médico. Sempre realizamos o nosso próprio exame antes de propor qualquer conduta, porque o planejamento depende de detalhes que só quem vai tratar consegue checar em tempo real, com o transdutor na mão. Isso não desmerece o exame que você já fez: traga o laudo, ele entra como histórico e ajuda a mostrar a evolução da doença.
Quanto tempo dura e o que levo para casa?
A avaliação costuma levar em torno de uma hora, podendo variar conforme o número de exames que o caso exigir. É mais tempo que uma consulta de rotina justamente porque entrevista, exame físico e exames de imagem acontecem na mesma sessão.
Você sai da consulta com:
- O diagnóstico das quatro dimensões, explicado em linguagem clara, com as imagens do seu próprio exame.
- O plano de tratamento por escrito, com as etapas na ordem em que devem ser feitas e o que esperar de cada uma.
- As orientações de cuidado para o intervalo até a próxima etapa, como compressão, atividade física e cuidados com a pele.
- Prescrições e pedidos de exames complementares, quando forem necessários.
Se você quiser entender como o plano costuma se organizar depois da consulta, veja as etapas do tratamento de varizes.
Moro fora de Fortaleza, como faço?
O caminho mais eficiente é fazer uma teleconsulta antes da viagem. Ela atende pacientes de todo o Brasil e do exterior, e serve para entender a sua história, revisar exames que você já tem, alinhar objetivos e organizar a logística, para que a vinda a Fortaleza já seja aproveitada com avaliação presencial e, quando possível, início do tratamento na mesma viagem.
A teleconsulta não substitui a avaliação presencial: exames e procedimentos são presenciais. A Resolução CFM 2.314/2022 define a telemedicina como ato complementar, com seguimento presencial, e o ultrassom Doppler, o rastreio com infravermelho e qualquer procedimento exigem você aqui, na clínica.
O atendimento presencial é na Clínica VHG, no RioMar Trade Center, Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500, sala 1620, Papicu, Fortaleza, CE, 60176-065, de segunda a sexta, das 8h às 18h. O agendamento é pelo WhatsApp (85) 99104-2483. A avaliação é feita pelo Dr. Victor Hugo, cirurgião vascular e angiologista, CRM-CE 15051, RQE 9653.
Perguntas frequentes
Como é a primeira consulta na Clínica VHG?
É uma avaliação dos membros inferiores em quatro dimensões, segundo o Modelo VHG™: circulação, gordura, pele e função. Na mesma sessão são feitos a entrevista, o exame físico e os exames de imagem que o caso pedir, entre eles o ultrassom Doppler e o rastreio com infravermelho. O mapeamento das veias segue do mais profundo para o mais superficial: primeiro safenas e perfurantes, depois as veias nutridoras, em seguida os vasinhos e as manchas.
O ultrassom Doppler é feito na hora, na própria consulta?
Sim. O exame é realizado durante a avaliação, pelo próprio médico que vai planejar o tratamento, com você em pé, que é a posição em que o refluxo aparece. Ele mapeia safenas, perfurantes e tributárias e mostra onde a válvula falhou. Esse ultrassom tem finalidade de planejamento do tratamento; laudo formal para outros fins é emitido à parte.
Preciso de algum preparo para a consulta?
Não é necessário preparo especial nem jejum. Vá com roupa confortável, que permita examinar as pernas inteiras, e leve exames anteriores, se tiver, além da lista dos medicamentos que usa, incluindo anticoncepcional e anticoagulantes. Se a intenção é começar o tratamento no mesmo dia, avise no momento do agendamento, porque isso muda a reserva de agenda.
Dá para tratar varizes sem consulta?
Não. A consulta é obrigatória, porque é preciso verificar contraindicações, identificar todas as veias doentes, inclusive as que não são visíveis, e escolher a técnica adequada para cada calibre e cada tipo de pele. Também não indicamos tratamento com base na avaliação ou no ultrassom de outro médico: sempre refazemos o nosso próprio exame. O laudo que você já tem é bem-vindo como histórico.
Moro fora de Fortaleza. Como organizo a avaliação?
O caminho mais eficiente é uma teleconsulta antes da viagem, que atende pacientes de todo o Brasil e do exterior, para revisar exames, alinhar objetivos e organizar a logística. A teleconsulta não substitui a avaliação presencial: exames e procedimentos são presenciais, como determina a Resolução CFM 2.314/2022, que trata a telemedicina como ato complementar, com seguimento presencial.