Diagnóstico

Glossário vascular: os termos do seu laudo de Doppler explicados

Glossário vascular é a tradução, em linguagem de paciente, dos termos que aparecem no laudo do ultrassom Doppler venoso e na consulta com o cirurgião vascular. As três palavras que mais geram dúvida são simples: pérvia quer dizer veia aberta, competente quer dizer válvulas que funcionam, e refluxo (ou insuficiência) quer dizer sangue descendo pela veia quando deveria subir. O refluxo é a causa da maioria das varizes, do peso e do inchaço nas pernas.

Abaixo estão 50 termos organizados em cinco grupos: exame e laudo, veias, doenças, tratamentos e lipedema. Cada verbete traz uma definição curta e, quando existe um artigo do site que aprofunda o assunto, o link está no próprio texto. Se você recebeu um laudo e quer entender frase por frase, comece por como ler o laudo do Doppler venoso. Na Clínica VHG, em Fortaleza, o Doppler é feito pelo próprio cirurgião vascular durante a consulta, e o laudo de outro serviço é sempre um bom ponto de partida.

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O que significam os termos do exame e do laudo de Doppler?

Estes são os termos que descrevem como o exame é feito e o que o médico encontrou em cada veia. Eles aparecem em quase todo laudo de Doppler venoso dos membros inferiores.

Ultrassom Doppler colorido

É o exame de ultrassom que mostra as veias e artérias da perna e, com cores, o sentido em que o sangue se move: azul para um lado, vermelho para o outro. Não usa radiação nem contraste, é feito com você em pé e deitado, e dura de 20 a 40 minutos. Na Clínica VHG, o próprio cirurgião vascular faz o Doppler na consulta. Veja como é o exame em ultrassom Doppler venoso em Fortaleza.

Refluxo venoso

Refluxo é o sangue descendo pela veia quando deveria subir em direção ao coração. Acontece quando as válvulas da veia não fecham direito. No laudo, aparece como "refluxo" ou "insuficiência", com o local e a duração. É a causa da maioria das varizes e do peso nas pernas. Entenda o mecanismo em o que é refluxo venoso.

Tempo de refluxo

É quanto tempo o sangue fica voltando para baixo depois de uma manobra, medido em segundos. Nas veias superficiais, como as safenas, refluxo acima de 0,5 segundo é considerado anormal; nas veias femoral e poplítea, acima de 1 segundo. Quanto mais longo e mais extenso, maior a pressão nas veias abaixo e mais sintomas. Um refluxo curto, em veia de calibre normal e sem queixas, pode ser apenas acompanhado, como explico em como ler o laudo do Doppler venoso.

Manobra de Valsalva

É quando o médico pede para você fazer força, como se fosse evacuar ou tossir, com a respiração presa. A pressão dentro do abdome sobe e empurra o sangue de volta para as veias das pernas. Se as válvulas estão íntegras, nada desce; se falham, o Doppler mostra o refluxo. A manobra é usada principalmente na virilha, para testar a junção safeno-femoral e a veia femoral.

Manobra de compressão distal

O médico aperta a panturrilha ou a coxa abaixo do ponto examinado e depois solta. Ao apertar, o sangue é empurrado para cima; ao soltar, ele tenta descer. Em veia saudável, a válvula fecha e o fluxo para; em veia doente, o sangue volta e o aparelho registra o refluxo. Feita com você em pé, é a manobra mais usada para mapear safenas, tributárias e perfurantes.

Veia pérvia

Pérvia significa aberta: o sangue passa pela veia sem obstrução e sem coágulo dentro dela. É um achado normal e uma das melhores palavras que um laudo pode trazer, principalmente quando se refere ao sistema venoso profundo. O contrário é veia ocluída ou trombosada. Uma veia pode ser pérvia e, mesmo assim, ter refluxo, porque estar aberta e ter válvulas que funcionam são duas coisas diferentes.

Veia competente e incompetente

Competente é a veia cujas válvulas fecham bem: o sangue só sobe. Incompetente, ou insuficiente, é a veia em que as válvulas falham e o sangue reflui. "Sistema venoso profundo pérvio e competente" é a frase ideal do laudo. Já "safena magna incompetente desde a junção" descreve a safena doente em toda a extensão, o padrão que costuma indicar tratamento quando há sintomas ou varizes visíveis.

Insuficiência segmentar

Refluxo em apenas um trecho da veia, e não nela inteira. Exemplo: "insuficiência segmentar da safena magna na perna" quer dizer que a safena reflui só abaixo do joelho, enquanto a coxa e a junção permanecem competentes. Em geral produz menos sintomas e permite tratamento localizado do segmento doente. Sem queixas e com calibre normal, muitas vezes basta acompanhar com novo Doppler.

Diâmetro (calibre) da veia

É a largura da veia, medida em milímetros na tela do ultrassom. A safena magna normal mede em torno de 2 a 4 mm na coxa. As diretrizes indicam tratar a safena com refluxo quando há sintomas ou sinais, sem exigir um calibre mínimo; na prática, um calibre acima de 5 a 6 mm reforça a indicação. O calibre sozinho não define nada: "ectasia leve" sem refluxo e sem sintomas costuma ser só um achado. Veja quando tratar a safena.

Compressibilidade

Durante o exame, o médico pressiona a veia com o transdutor. Veia saudável se achata por completo ("compressível"), porque só tem sangue líquido dentro. Veia que não colaba ("não compressível" ou "parcialmente compressível") tem coágulo dentro, e esse é o principal sinal de trombose no Doppler. Por isso o termo aparece em todo laudo feito para investigar dor ou inchaço súbito em uma perna só. Saiba mais em trombose venosa profunda.

Classificação CEAP

É o sistema internacional que classifica a doença venosa. A letra C, a mais usada, vai de C0 (sem sinal visível) a C6 (úlcera aberta): C1 são vasinhos e veias reticulares, C2 varizes, C3 inchaço, C4 alterações de pele como dermatite ocre e lipodermatoesclerose, C5 úlcera cicatrizada. As outras letras descrevem a causa (E), a anatomia (A) e o mecanismo (P), refluxo ou obstrução. Um "s" após o número indica sintomas.

Quais são as veias que aparecem no laudo?

O laudo cita as veias pelo nome. Saber onde fica cada uma ajuda a entender de onde vem o refluxo e o que será tratado.

Sistema venoso superficial

Conjunto de veias que corre logo abaixo da pele, fora da musculatura: as safenas magna e parva, suas tributárias, as veias reticulares e os vasinhos. Transporta uma parte pequena do sangue da perna e é onde as varizes se formam. Como fica fora do músculo, pode ser tratado com endolaser, espuma ou escleroterapia sem prejuízo para a circulação, desde que o sistema profundo esteja pérvio e competente.

Sistema venoso profundo

Veias que correm dentro da musculatura, ao lado das artérias: femoral, poplítea, tibiais, fibulares e as veias musculares da panturrilha. Levam a maior parte do sangue da perna de volta ao coração, por isso nunca são fechadas ou retiradas. É nelas que acontece a trombose venosa profunda. Quando o laudo diz "sistema venoso profundo pérvio e competente", o tratamento das veias superficiais pode ser feito com tranquilidade.

Válvulas venosas

São pequenas dobras em forma de bolso dentro das veias, que se abrem quando o sangue sobe e se fecham para impedir que ele desça. Quando a parede da veia dilata ou a válvula se danifica, as bordas param de se encontrar e surge o refluxo. As válvulas não se regeneram, e é por isso que a veia doente é fechada, e não consertada. Veja o que é refluxo venoso.

Veia safena magna

É a veia superficial mais longa do corpo: começa na parte interna do tornozelo, sobe pela face interna da perna e da coxa e desemboca na veia femoral, na virilha. É a veia que mais adoece, e o refluxo nela alimenta a maioria das varizes da coxa e da perna. Na Clínica VHG, a safena magna doente é tratada com endolaser, em consultório e com anestesia local. Veja veia safena magna: quando e como tratar.

Veia safena parva

Veia superficial que começa na parte externa do tornozelo, sobe pela parte de trás da panturrilha e desemboca na veia poplítea, atrás do joelho. Quando reflui, causa varizes na panturrilha e atrás do joelho, dor e cãibra ao fim do dia. Também pode ser tratada com endolaser em consultório, com cuidado especial porque passa perto de um nervo. Saiba mais em veia safena parva.

Junção safeno-femoral (crossa)

É o ponto, na virilha, em que a safena magna desemboca na veia femoral. Ali fica a válvula mais importante da safena, e é o local que o Doppler testa com a manobra de Valsalva. "Junção safeno-femoral incompetente" ou "refluxo desde a crossa" é o padrão clássico da safena doente, porque o sangue da veia profunda escapa para a superficial desde o topo. Costuma indicar tratamento quando há sintomas ou varizes.

Junção safeno-poplítea

É o ponto em que a safena parva desemboca na veia poplítea, atrás do joelho. A altura dessa junção varia de pessoa para pessoa, e por isso o laudo costuma informar a quantos centímetros da dobra do joelho ela fica. Refluxo nessa junção explica varizes atrás do joelho e na panturrilha. Veja o artigo sobre varizes atrás do joelho.

Veias perfurantes

São veias curtas que atravessam a fáscia muscular e ligam o sistema superficial ao profundo. O normal é o sangue passar de fora para dentro. "Perfurante insuficiente" é aquela em que o sangue escapa de dentro para fora, alimentando varizes ou uma área de pele doente. Ganha importância quando é calibrosa (acima de 3,5 mm) e fica perto de manchas, pele endurecida ou úlcera, situações descritas em tratamento para úlcera venosa.

Tributárias

Também chamadas de colaterais, são as veias que desembocam na safena, como afluentes de um rio. Quando a safena reflui, a pressão passa para elas, que dilatam e viram as varizes visíveis na coxa e na perna. No laudo aparecem como "tributárias varicosas" ou "colaterais dilatadas". Na Clínica VHG, safena e tributárias são tratadas com endolaser em consultório, e a espuma densa entra como complemento em veias selecionadas. Veja veias grossas sem cirurgia.

Veia reticular

Veia azulada ou esverdeada, com 1 a 3 mm de largura, que fica logo abaixo da pele e não forma relevo. É o degrau entre o vasinho e a variz, e muitas vezes é ela que alimenta um grupo de telangiectasias. No CEAP corresponde a C1. O tratamento é a escleroterapia, com líquido ou espuma, guiada pelo olho ou pelo ultrassom. Veja os tipos de vasinhos nas pernas.

Telangiectasia

É o nome técnico do vasinho: um vaso de menos de 1 mm, vermelho ou roxo, visível na superfície da pele. Sozinha é uma questão estética, mas grupos de vasinhos no tornozelo ou na parte interna do joelho podem ser o primeiro sinal de refluxo em uma veia maior, por isso o Doppler entra antes do tratamento. Trata-se com escleroterapia ou laser transdérmico. Saiba se vasinhos podem ser safena doente.

Bomba muscular da panturrilha

É o "segundo coração" das pernas. A cada passo, a panturrilha se contrai, espreme as veias profundas e empurra o sangue para cima; as válvulas impedem que ele volte. Ficar muitas horas em pé parado ou sentado desliga essa bomba, e o sangue se acumula. Caminhar, subir escadas e exercitar a panturrilha são as medidas mais simples para aliviar peso e inchaço, como mostramos em como melhorar a circulação das pernas.

Quais doenças venosas o laudo e a consulta podem apontar?

Os achados do Doppler ganham nome quando se juntam aos sintomas e ao exame físico. Estes são os diagnósticos mais frequentes no consultório.

Varizes

São veias superficiais dilatadas, tortuosas e visíveis, em geral com mais de 3 mm, que aparecem porque as válvulas falharam e o sangue se acumula. No CEAP correspondem a C2. Além da aparência, causam peso, cansaço, cãibra e inchaço, e com os anos podem levar a manchas, flebite e úlcera. Têm forte componente hereditário. Veja o guia completo em varizes: causas, sintomas e tratamento.

Insuficiência venosa crônica

É o nome da doença quando o refluxo ou a obstrução das veias já produz consequências duradouras na perna: inchaço que não some pela manhã, manchas escuras, pele endurecida, eczema ou úlcera. Corresponde aos estágios C3 a C6 do CEAP. Não é o mesmo que ter varizes: muita gente tem varizes sem insuficiência crônica, e algumas pessoas têm a doença com poucas veias visíveis. Saiba mais em má circulação nas pernas.

Hipertensão venosa

É a pressão elevada dentro das veias da perna, o mecanismo por trás de quase todos os sintomas venosos. Quando o sangue reflui ou encontra obstrução, ele se acumula e a pressão sobe, principalmente em pé. Essa pressão empurra líquido para o tecido, inflama a pele e, com os anos, causa manchas e úlcera. Peso e cansaço no fim do dia são a forma mais precoce de senti-la, como descrito em pernas cansadas e pesadas.

Edema

É o inchaço: acúmulo de líquido no tecido, que no caso venoso costuma começar pelo tornozelo, piorar ao longo do dia e melhorar ao deitar. Corresponde a C3 no CEAP. Também pode vir do coração, dos rins, do fígado, de medicamentos, do linfedema ou do lipedema, e cada um tem um padrão diferente. Inchaço súbito em uma perna só pede Doppler no mesmo dia. Veja pernas inchadas e pé e tornozelo inchado.

Trombose venosa profunda (TVP)

É a formação de um coágulo dentro de uma veia profunda, quase sempre na panturrilha ou na coxa. Causa dor e inchaço em uma perna só, que surgem em horas ou dias, às vezes com calor e endurecimento. O risco é parte do coágulo migrar para o pulmão. O diagnóstico é feito pelo Doppler, que mostra a veia não compressível, e o tratamento é o anticoagulante. Saiba mais em trombose venosa profunda.

Tromboflebite superficial (flebite)

É a inflamação com coágulo de uma veia superficial, em geral uma variz. A veia fica como um cordão endurecido, vermelho, quente e dolorido, e a pele por cima pode escurecer depois. Costuma ser menos grave que a trombose profunda, mas quando o coágulo fica perto da junção safeno-femoral ele pode avançar para o sistema profundo, e o Doppler define a conduta. Veja flebite: o que é, causas e tratamento.

Embolia pulmonar

Acontece quando um pedaço do coágulo de uma trombose venosa profunda se solta, viaja pela circulação e entope uma artéria do pulmão. Os sinais são falta de ar súbita, dor no peito ao respirar, tosse com sangue, coração acelerado ou desmaio. É uma emergência: quem tem esses sintomas deve procurar um pronto-socorro imediatamente, e não o consultório. Prevenir a embolia é o principal motivo de tratar a trombose com anticoagulante desde o diagnóstico.

Síndrome pós-trombótica

É a sequela que pode ficar depois de uma trombose venosa profunda. Mesmo quando a veia reabre ("recanalizada"), as válvulas ficam destruídas e a veia profunda passa a refluir, ou permanece parcialmente obstruída. O resultado é inchaço crônico, peso, manchas e, nos casos graves, úlcera, meses ou anos depois do episódio. A meia de compressão e o acompanhamento com Doppler ajudam a controlar. No laudo, aparece como "sinais de trombose antiga" ou "recanalização parcial".

Dermatite ocre

São as manchas marrons ou acobreadas que aparecem na parte de baixo da perna, perto do tornozelo, em quem tem refluxo de longa data. A pressão nas veias faz os glóbulos vermelhos escaparem para a pele, onde o ferro deles se deposita como pigmento. Corresponde a C4 no CEAP e indica que a doença venosa está avançando. Tratar o refluxo ajuda a impedir que a mancha avance. Veja dermatite ocre e manchas escuras nas pernas.

Lipodermatoesclerose

É o endurecimento da pele e da gordura da parte de baixo da perna, causado por anos de inflamação venosa. A pele fica rígida, brilhante, escurecida e presa aos tecidos, e a perna toma a forma de uma garrafa invertida: fina no tornozelo, larga na panturrilha. É um estágio C4 avançado e o passo anterior à úlcera. Exige tratar o refluxo e usar compressão. Saiba mais em lipodermatoesclerose.

Úlcera venosa

É a ferida aberta na perna, quase sempre perto do tornozelo, que surge quando a pele castigada pela pressão venosa não consegue mais cicatrizar. Corresponde a C6 no CEAP (C5 quando já cicatrizou). Costuma ser rasa, úmida e dolorida, e pode durar meses ou anos. O tratamento combina compressão, curativo adequado e o fechamento das veias com refluxo que alimentam a ferida. Veja tratamento para úlcera venosa.

Corona flebectática

É o leque de vasinhos finos, azulados ou avermelhados, na parte interna do pé e ao redor do tornozelo. O nome vem de "coroa" de veias. Parece só estética, mas o CEAP a considera um sinal precoce de doença venosa mais avançada, porque costuma indicar refluxo em uma veia acima. Por isso vasinhos nessa região merecem Doppler antes de qualquer aplicação. Veja vasinhos nos pés podem ser sinal de doença oculta.

Varizes pélvicas

São veias dilatadas com refluxo dentro da pelve, ao redor do útero e dos ovários, mais comuns em mulheres que já tiveram filhos. Causam dor pélvica que piora ao fim do dia e após relações, e podem alimentar varizes na parte interna da coxa, na virilha e na vulva. O Doppler das pernas dá pistas, e a confirmação vem com Doppler transvaginal ou outros exames de imagem. Veja varizes pélvicas: o que são e como tratar.

Como se chamam os tratamentos e o que cada um faz?

Cada veia recebe a técnica adequada ao seu calibre e à sua profundidade. Estes são os nomes que você vai ouvir na consulta.

Endolaser (ablação endovenosa a laser)

É o tratamento da safena doente por dentro da própria veia: uma fibra de laser entra por uma punção guiada pelo ultrassom, e o calor fecha a veia, que o organismo absorve com o tempo. É feito em consultório, com anestesia local, e a pessoa sai andando. Substituiu a cirurgia convencional na maioria dos casos e é a primeira escolha das diretrizes para a safena com refluxo. Veja endolaser para varizes.

Radiofrequência (ablação térmica)

É a outra forma de ablação térmica da safena: em vez de laser, um cateter aquece a parede da veia por radiofrequência e a fecha. O princípio, a anestesia local e a recuperação são semelhantes aos do endolaser, e os resultados de longo prazo também. A escolha depende da anatomia da veia e da experiência do médico. Compare as duas técnicas em endolaser ou radiofrequência na safena.

Anestesia tumescente

É a anestesia local usada no endolaser: uma solução bem diluída de anestésico com soro é injetada ao redor da veia, guiada pelo ultrassom. Ela adormece o trajeto, afasta a veia da pele e dos nervos e protege os tecidos do calor do laser. Por isso o procedimento é feito acordado, em consultório, sem anestesia raquidiana ou geral e sem internação. A sensação mais comum é de pressão durante as injeções. Veja o tratamento de varizes dói?

Escleroterapia

É a "aplicação" para vasinhos e veias reticulares: uma agulha muito fina injeta na veia uma substância (glicose hipertônica ou polidocanol) que irrita a parede e faz o vaso se fechar e ser absorvido. É feita em sessões no consultório, sem anestesia, e cada sessão trata uma área. Não trata a safena doente, por isso o Doppler vem antes. Veja escleroterapia em Fortaleza e espuma ou glicose.

Espuma densa

É a escleroterapia em que o polidocanol é misturado com ar até virar uma espuma, injetada com guia do ultrassom. A espuma desloca o sangue e mantém contato com a parede, o que permite tratar veias mais calibrosas que o líquido. Na Clínica VHG, ela é um complemento em veias selecionadas, depois que a safena e as tributárias principais foram tratadas com endolaser, e não a técnica principal. Veja tratamento de varizes com espuma.

Laser transdérmico

É o laser aplicado por fora, sobre a pele, sem agulha. A luz atravessa a pele e é absorvida pelo sangue dentro do vasinho, que aquece e se fecha. Funciona bem para vasinhos muito finos, vermelhos e para quem tem medo de agulha ou não responde à escleroterapia; em vasos maiores, a aplicação continua sendo a escolha. Não confunda com o endolaser, que trata a safena por dentro. Veja laser transdérmico ou endolaser.

Meia de compressão e mmHg

Meia elástica que aperta mais no tornozelo e menos na coxa, ajudando o sangue a subir. A pressão é medida em mmHg (milímetros de mercúrio) no tornozelo: 15 a 20 mmHg para conforto e prevenção, 20 a 30 mmHg para varizes com sintomas e pós-procedimento, 30 a 40 mmHg para úlcera, síndrome pós-trombótica e linfedema, sempre com indicação médica. A meia alivia, mas não fecha a veia doente. Veja qual meia de compressão comprar.

Flebotônicos (venoativos)

São os medicamentos "para circulação", como diosmina com hesperidina, extrato de castanha-da-índia e rutosídeos. Agem na parede da veia e na inflamação, e reduzem de forma modesta o inchaço, o peso e a cãibra. Não fecham a veia com refluxo nem evitam que a variz apareça, por isso entram como apoio, sob prescrição, e não como substituto do tratamento da veia. Veja remédio para varizes.

Safenectomia (cirurgia convencional)

É a retirada cirúrgica da safena por cortes na virilha e na perna, com anestesia raquidiana ou geral e internação hospitalar. Foi o padrão por décadas e ainda é feita em serviços hospitalares. Na Clínica VHG, ela não é realizada: a safena é fechada com endolaser em consultório, e os casos raros que exigem cirurgia são encaminhados a um serviço hospitalar. Veja safenectomia e retirar a safena faz falta?

Lipedema e sistema linfático: quais termos aparecem na consulta?

Nem todo inchaço ou volume nas pernas é veia. Estes termos aparecem quando a avaliação inclui gordura e linfa, dois dos domínios do Modelo VHG™.

Lipedema

Doença crônica do tecido gorduroso, quase exclusiva de mulheres, em que a gordura das pernas (às vezes dos braços) cresce desproporcional ao tronco, dói ao toque e forma roxos com facilidade. Os pés ficam poupados. Não é obesidade nem retenção de líquido, e não responde a dieta como o resto do corpo. O diagnóstico é clínico, e o Doppler afasta refluxo e trombose. Veja lipedema: o que é, sintomas e tratamento.

Linfedema

Inchaço causado por falha do sistema linfático, a rede de vasos que drena o líquido dos tecidos. Pode ser de nascença ou surgir após cirurgia, radioterapia, infecções repetidas (como erisipela) ou trombose. Começa pelo pé e pelos dedos, é firme, não melhora de manhã e, com o tempo, a pele engrossa. Diferente do lipedema, o pé participa do inchaço. Veja lipedema, linfedema ou obesidade: diferenças.

Sinal de Stemmer

Teste feito no consultório para diferenciar linfedema de outros inchaços. O médico tenta pinçar a pele na base do segundo dedo do pé: se a dobra não se forma, porque a pele está espessa e presa, o sinal é positivo e indica linfedema. No lipedema puro e no inchaço venoso, o sinal costuma ser negativo. Quando o lipedema evolui e sobrecarrega a linfa (lipolinfedema), o sinal pode ficar positivo.

Sinal do cacifo (Godet)

É a marca que fica na pele quando o médico pressiona a canela ou o tornozelo com o dedo por alguns segundos e solta. Se afunda e demora a voltar, há líquido livre no tecido: é o edema "com cacifo", típico do inchaço venoso, cardíaco, renal ou por medicamentos. No lipedema o cacifo é pequeno ou ausente, e no linfedema avançado a pele endurecida não afunda. Veja pernas inchadas.

Estágios e tipos do lipedema

O lipedema é descrito por estágio e por tipo. O estágio (1 a 3, alguns autores incluem o 4) fala da pele e do tecido: no 1 a pele é lisa e a gordura já dói; no 2 surgem nódulos e irregularidades; no 3 há grandes dobras e deformidade. O tipo (I a V) diz onde a gordura se acumula: quadril, coxas, joelhos, tornozelos ou braços. Veja estágios e tipos do lipedema.

Recebeu um laudo e ainda tem dúvidas?

Leve o exame à consulta. Na Clínica VHG, em Fortaleza, o Doppler é refeito na hora, com você em pé, e o trajeto das veias doentes é marcado na pele. A avaliação segue os quatro domínios do Modelo VHG™ (circulação, gordura, pele e função), porque peso, inchaço e volume nas pernas nem sempre têm uma única causa. O plano sai no mesmo dia, e a safena e as tributárias com refluxo são tratadas com endolaser em consultório, com anestesia local.

Quem mora fora de Fortaleza, em outro estado ou no exterior, pode começar por uma teleconsulta para revisar o laudo e organizar a viagem; o exame físico e os procedimentos acontecem presencialmente, como determina a Resolução CFM nº 2.314/2022. Termos que não estão nesta lista podem ser perguntados diretamente na consulta.

Perguntas frequentes

O que significa refluxo no laudo do Doppler?

Refluxo é o sangue descendo pela veia quando deveria subir, porque as válvulas não fecham. Nas veias superficiais, refluxo acima de 0,5 segundo é considerado anormal; nas veias femoral e poplítea, acima de 1 segundo. Refluxo com sintomas, varizes visíveis ou alterações de pele costuma indicar tratamento; refluxo curto, em veia de calibre normal e sem queixas, pode ser apenas acompanhado com novo Doppler.

Insuficiência da safena magna quer dizer que preciso de cirurgia?

Não. Insuficiência é o mesmo que refluxo, e a decisão depende dos sintomas, do calibre da veia e da extensão do refluxo. Quando há indicação, a safena é fechada com endolaser em consultório, com anestesia local, sem cortes e sem internação. A cirurgia convencional não é feita na Clínica VHG; os casos raros que exigem cirurgia são encaminhados a um serviço hospitalar.

O que é CEAP e o que significa C2 ou C4 no laudo?

CEAP é a classificação internacional da doença venosa. A letra C descreve o que se vê na perna: C0 sem sinais, C1 vasinhos e veias reticulares, C2 varizes, C3 inchaço, C4 alterações de pele como dermatite ocre e lipodermatoesclerose, C5 úlcera cicatrizada e C6 úlcera aberta. Um "s" após o número indica que há sintomas. Quanto maior o número, mais avançada a doença.

Qual a diferença entre edema, linfedema e lipedema?

Edema é o inchaço por líquido no tecido, que no caso venoso piora ao longo do dia e melhora ao deitar. Linfedema é o inchaço firme por falha do sistema linfático, que começa pelo pé e não melhora de manhã. Lipedema não é inchaço, e sim gordura dolorida e desproporcional nas pernas, que poupa os pés e não responde a dieta. O Doppler e o exame físico diferenciam os três.

Recebeu um laudo de Doppler e quer entender o que ele significa?

Na Clínica VHG, em Fortaleza, o Doppler é refeito na própria consulta pelo cirurgião vascular, com você em pé, e a avaliação segue os quatro domínios do Modelo VHG™ para definir se é refluxo, lipedema ou outra causa. Você sai com o plano no mesmo dia.

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Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.

Referências

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