Varizes

Varizes em homens: causas, sinais e tratamento sem afastamento

Varizes em homens são comuns, têm as mesmas causas que nas mulheres e, hoje, o tratamento das veias grossas e da safena é feito em consultório, com anestesia local, sem internação e com retorno ao trabalho em poucos dias. No maior levantamento populacional feito no Brasil, em Botucatu, 37,9% dos homens adultos tinham varizes. A diferença entre os sexos não está na doença, e sim no comportamento: o homem demora mais para procurar avaliação e chega ao consultório com sinais mais avançados, como manchas escuras na canela, pele endurecida e, em alguns casos, feridas.

Se você pesquisou "varizes em homens" porque notou veias saltadas, sente peso no fim do dia ou porque alguém da família insistiu, este artigo explica por que a veia adoece, quais sinais o homem costuma ignorar, como é o tratamento sem afastamento e o que muda quando a avaliação é feita por cirurgião vascular com ultrassom Doppler na própria consulta.

Varizes em homens é normal?

É frequente, o que não significa que seja apenas estético. Varizes são veias superficiais dilatadas e tortuosas que perderam a capacidade de levar o sangue de volta ao coração. O sangue reflui e fica parado na perna, o que aumenta a pressão dentro das veias e inflama a pele e o tecido ao redor. O sistema venoso do homem e da mulher é igual, e as mesmas doenças acometem os dois. O que o homem tem de diferente é menos estrogênio, menos gestações e, por isso, um pouco menos de varizes na estatística. Ele tem também menos hábito de olhar para as próprias pernas, e é aí que mora o problema.

Nos consultórios, uma parcela maior dos homens é atendida já nos estágios em que existe alteração de pele. No Vein Consult Program, levantamento internacional com mais de 90 mil pacientes, a proporção de casos avançados foi maior entre homens do que entre mulheres. Isso combina com o que vemos no dia a dia: o homem que chega à Clínica VHG costuma vir trazido pela esposa ou pela filha, ou porque a mancha na canela começou a coçar. Explicamos a diferença entre os sexos em por que mulheres têm mais varizes que homens.

O que causa varizes em homens?

A causa básica é a mesma para todo mundo: a válvula dentro da veia deixa de fechar e o sangue passa a refluir, como detalhamos em o que é refluxo venoso. O que leva a válvula a falhar é uma combinação de fatores:

  • Genética: pai ou mãe com varizes é o fator de risco mais forte, para homens e mulheres.
  • Trabalho em pé ou sentado por muitas horas: vigilantes, cirurgiões, motoristas, cozinheiros, professores, barbeiros e quem trabalha em balcão. Falamos disso em dor nas pernas de quem trabalha em pé.
  • Sobrepeso e gordura abdominal: a barriga comprime as veias do abdome e aumenta a pressão nas pernas.
  • Sedentarismo: a panturrilha é a bomba que empurra o sangue para cima. Sem contração muscular, o sangue estagna.
  • Trombose venosa prévia: uma trombose que danificou as válvulas das veias profundas pode gerar varizes secundárias anos depois.
  • Idade: a prevalência sobe década a década, e por isso o homem de 50 ou 60 anos que "sempre teve umas veias" merece avaliação.

Uma dúvida frequente é se musculação ou esporte causam varizes. Não causam. A atividade física é aliada. O único cuidado é com cargas muito altas em exercícios que aumentam a pressão abdominal, como agachamento e leg press pesados, que devem ser ajustados por quem já tem refluxo.

Varizes em homens: sintomas que o homem costuma ignorar

Os sinais são os mesmos das mulheres, mas o homem tende a atribuí-los ao cansaço ou ao treino. Fique atento a:

  • peso, cansaço e ardência nas pernas no fim do dia, que melhoram ao deitar;
  • veias saltadas e tortuosas na panturrilha, na coxa ou atrás do joelho;
  • inchaço no tornozelo que marca a meia;
  • cãibras à noite e coceira na canela;
  • manchas acastanhadas acima do tornozelo, a dermatite ocre, que indica que o sangue parado já está inflamando a pele;
  • pele endurecida, brilhante ou com ferida que não cicatriza, sinal de úlcera venosa.

Dois sinais exigem atendimento no mesmo dia: uma veia que endurece, avermelha e dói ao toque (flebite) e uma perna que incha de repente de um lado só, com dor na panturrilha (possível trombose). Nas duas situações o ultrassom Doppler define a conduta na hora.

Varizes em homens jovens

Homem de 20 ou 30 anos com varizes quase sempre tem forte componente hereditário, e a doença tende a progredir mais ao longo da vida justamente porque começou cedo. A boa notícia é que, nessa faixa, o tratamento costuma ser mais simples e a recuperação mais rápida. Vale investigar também quando as veias saltam só de um lado, quando surgem depois de um trauma ou de uma trombose, ou quando aparecem veias dilatadas na barriga ou na virilha, que podem indicar obstrução de veias profundas. Temos uma página específica sobre varizes em jovens.

Como tratar varizes em homens?

O tratamento é definido pelo ultrassom Doppler, não pelo tamanho da veia que aparece. O exame mostra se a safena está doente, por onde o refluxo entra e quais veias precisam ser tratadas. A partir daí, as opções são as mesmas para qualquer paciente:

  • Endolaser (laser endovenoso) para a safena e para as veias grossas: uma fibra de laser é introduzida dentro da veia, guiada por ultrassom, com anestesia local, em consultório. Veja endolaser para varizes.
  • Escleroterapia com espuma guiada por ultrassom para veias tortuosas de médio calibre, como explicamos em tratamento de varizes com espuma.
  • Escleroterapia com glicose e laser transdérmico para vasinhos e veias finas, quando incomodam.
  • Meia de compressão como apoio antes e depois do procedimento, ou como controle de sintomas em quem ainda não vai tratar.

Para o homem que trabalha e não pode parar, a diferença está em fazer tudo isso sem internação e sem cortes. Detalhamos a rotina do procedimento e a volta às atividades em tratamento de varizes sem afastamento do trabalho.

Cirurgia de varizes em homens: ainda é necessária?

A cirurgia tradicional com retirada da safena (safenectomia) ficou reservada a casos específicos, como veias muito tortuosas e superficiais que não permitem a passagem da fibra do laser. As diretrizes europeias de doença venosa crônica (ESVS 2022) recomendam as técnicas endovenosas como primeira escolha para o tratamento da safena, com resultados equivalentes e recuperação mais curta do que a cirurgia aberta. Na prática, isso significa que a maioria dos homens trata a safena com endolaser, caminha logo após o procedimento e volta às atividades leves em um ou dois dias. Atividades pesadas e treinos de perna são liberados de forma progressiva conforme a avaliação de retorno.

Como prevenir varizes em homens?

Não é possível mudar a genética, mas dá para agir nos quatro fatores modificáveis: manter o peso e reduzir a gordura abdominal; fortalecer a panturrilha com caminhada, corrida, bicicleta ou musculação; evitar longos períodos parado em pé ou sentado, com pausas para andar a cada hora; e usar meia de compressão nos dias de trabalho prolongado em pé, em viagens longas e em voos acima de quatro horas. Quem já tem varizes precisa entender que essas medidas controlam sintomas e retardam a progressão, mas não fecham a veia que já reflui. Só o tratamento faz isso.

Meia de compressão masculina: existe diferença?

A compressão é a mesma. O que muda no modelo masculino é a cor, a malha mais discreta e, em algumas marcas, o formato do pé. Para o dia a dia de quem tem sintomas, a meia de compressão graduada 20-30 mmHg, modelo 3/4 (até o joelho), costuma ser suficiente; quando há varizes na coxa ou orientação médica específica, o modelo 7/8 é o indicado. Tamanho se define por medida do tornozelo e da panturrilha, não por numeração de calçado. Explicamos tudo em qual meia de compressão comprar.

Como tratamos varizes em homens na Clínica VHG, em Fortaleza

A consulta com o Dr. Victor Hugo, cirurgião vascular, já inclui o ultrassom Doppler das pernas na hora, sem precisar marcar exame em outro lugar e voltar. Avaliamos os quatro domínios do Modelo VHG™, circulação, gordura, pele e função, porque no homem a queixa de "peso nas pernas" às vezes tem mais de uma causa, como refluxo somado a sobrecarga de peso ou a alteração de pele já instalada. Com o mapa das veias em mãos, definimos o plano no mesmo dia: endolaser, espuma, glicose ou apenas acompanhamento com meia, conforme o caso. Os procedimentos são feitos na própria clínica, no RioMar Trade Center, no Papicu, com anestesia local. Para quem mora no interior do Ceará, a teleconsulta serve como primeira etapa antes da viagem, com o atendimento presencial marcado para o mesmo dia do exame. Conheça também a página de tratamento de varizes em Fortaleza.

O que você pode fazer hoje

  • Olhe a canela e o tornozelo: mancha escura, pele endurecida ou coceira persistente indicam que a avaliação não deve esperar.
  • Anote quando as pernas pesam mais (fim do dia, depois do treino, no calor) e se incham de um lado só.
  • Se tem pai, mãe ou irmãos com varizes ou trombose, informe na consulta: muda o plano de acompanhamento.
  • Se trabalha muitas horas em pé, comece a usar meia de compressão 20-30 mmHg nos dias de jornada longa até a avaliação.

Perguntas frequentes

Varizes em homens é normal?

É frequente: no levantamento populacional de Botucatu, 37,9% dos homens adultos tinham varizes. Frequente não quer dizer inofensivo. A veia com refluxo inflama a pele com o tempo e pode evoluir para manchas, endurecimento e ferida. Por isso a avaliação com ultrassom Doppler vale mesmo quando a veia só incomoda no fim do dia.

Homem jovem pode ter varizes?

Pode. Varizes aos 20 ou 30 anos costumam ter forte componente hereditário e tendem a progredir mais ao longo da vida. Veias que saltam só de um lado, depois de um trauma ou de uma trombose, ou veias dilatadas na barriga e na virilha, precisam de investigação com Doppler.

Varizes em homens têm tratamento sem cirurgia?

Sim. A safena e as veias grossas são tratadas com endolaser, e as veias tortuosas de médio calibre com escleroterapia com espuma guiada por ultrassom, tudo em consultório, com anestesia local e sem internação. A cirurgia com retirada da safena ficou restrita a casos específicos.

Quantos dias fico afastado do trabalho?

Depois do endolaser o paciente caminha na própria clínica e, em geral, volta às atividades leves em um ou dois dias. Atividades pesadas, longas horas em pé e treinos de perna são liberados de forma progressiva conforme a avaliação de retorno. Não há necessidade de internação nem de repouso absoluto.

Musculação piora as varizes em homens?

Não. A atividade física, incluindo musculação, é aliada, sobretudo os exercícios de panturrilha. O cuidado é com cargas muito altas em exercícios que aumentam a pressão abdominal, como agachamento e leg press pesados, que devem ser ajustados por quem já tem refluxo.

Varizes pélvicas em homens existem?

O equivalente masculino é a varicocele: veias dilatadas no cordão espermático, que podem causar dor no testículo e afetar a fertilidade, avaliadas por urologista ou cirurgião vascular. Veias dilatadas na virilha ou na parte baixa da barriga podem indicar obstrução de veias profundas e merecem Doppler.

Varizes na barriga em homens: o que pode ser?

Veias visíveis e dilatadas na parede do abdome funcionam, muitas vezes, como caminho alternativo do sangue quando uma veia profunda está obstruída, por trombose antiga ou compressão, ou em doenças do fígado. Não é um problema estético e deve ser investigado com ultrassom Doppler.

Homem precisa de meia de compressão?

Quem tem sintomas, trabalha muitas horas em pé ou sentado ou vai fazer viagem longa se beneficia da meia de compressão graduada 20-30 mmHg, modelo 3/4. O modelo masculino muda apenas a cor e a malha; a compressão é a mesma. A meia controla sintomas, mas não fecha a veia doente.

Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica.

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Referências

  1. De Maeseneer MG, Kakkos SK, Aherne T, et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2022 Clinical Practice Guidelines on the Management of Chronic Venous Disease of the Lower Limbs. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184-267. doi:10.1016/j.ejvs.2021.12.024
  2. Maffei FH, Magaldi C, Pinho SZ, et al. Varicose veins and chronic venous insufficiency in Brazil: prevalence among 1755 inhabitants of a country town. Int J Epidemiol. 1986;15(2):210-217. PubMed 3721683
  3. Rabe E, Guex JJ, Puskas A, Scuderi A, Fernandez Quesada F; VCP Coordinators. Epidemiology of chronic venous disorders in geographically diverse populations: results from the Vein Consult Program. Int Angiol. 2012;31(2):105-115. PubMed 22466974
  4. Gloviczki P, Lawrence PF, Wasan SM, et al. The 2022 Society for Vascular Surgery, American Venous Forum, and American Vein and Lymphatic Society clinical practice guidelines for the management of varicose veins of the lower extremities. Part I. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2023;11(2):231-261. doi:10.1016/j.jvsv.2022.09.004
  5. National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Varicose veins: diagnosis and management. Clinical guideline CG168, 2013. nice.org.uk/guidance/cg168

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